O cantor Márcio Victor quebrou o silêncio sobre as críticas que o pagode atual vem recebendo por produzir músicas que falam sobre sexo de forma mais aberta e com menos filtros do duplo sentido, como é o caso de bandas como Oh Polêmico, O Kannalha, O Erótico e A Dama.
Em entrevista ao Portal MASSA!, o vocalista da banda Psirico detonou quem fica "destilando veneno" nas redes sociais contra a nova geração do pagode e pediu para que a velha guarda do pagode se una com os novos cantores do segmento.
"Tem gente chata, viu? Meu Deus, criticar o pagode atual porque fala de... Isso é de gente que não presta, só sai de gente que não presta. O que devemos fazer no pagode é unir essa turma nova com os mais velhos. Os mais velhos pedem respeito, mas tem que tomar cuidado com o que falam, porque lugar de mais velho é orientar e dar conselho. Gente experiente que discute, debate e briga não presta, fica chato: 'Deixa o menino brincar', 'Deixa eu colocar meu boneco', isso é bom pra caramba, isso é engraçado demais", disparou o cantor.
Em seguida, Márcio Victor aconselhou os 'críticos de plantão' e refrescou a memória deles afirmando que a nova geração está tendo oportunidade de viver uma nova realidade de vida graças ao pagode. "Se você não gosta, escuta Djavan e Chico Buarque, não fica na internet criticando. Deixa A Dama, O Kannalha, O Poeta cantar, deixa os escritórios ganharem dinheiro. Esses meninos vêm de baixo", continuou.
Sem comparações
O cantor também defendeu o fim das comparações dentro do segmento, lembrando que tudo muda conforme a época. "O pagode precisa da união, precisa da força de cada um de vocês [da imprensa] publicando. Tem que acabar essa polêmica de pagode antigo e novo. Nunca vai se fazer um pagode igual ao que se foi feito por Xanddy, Beto Jamaica, pelas bandas de lá de trás porque a época é outra", pontuou.
Bastante revoltado com as críticas, Márcio Victor encerrou o assunto avisando que vai 'abalar as estruturas' se comprar uma briga pelo novo pagode baiano. "A gente está na melhor época do pagode, ele é aceito por todo mundo. O pagode tem seus estilos, suas linhas. Eu gosto muito de Robyssão, de O Kannalha, do Erótico, da Dama. Quem não gosta e fica criticando tem que parar com isso e vai ter uma hora que vou entrar nessa polêmica e vai feder", completou.
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