
Com mais de 30 anos de estrada na música, o cantor Wesley Bomfim inicia um novo e simbólico capítulo da sua carreira: ele é o novo vocalista da banda Afrodisíaco, um dos nomes mais importantes da história do axé e da música afro-baiana. O convite partiu de ninguém menos que o cantor Pierre Onassis, fundador e líder da banda, e também amigo de Wesley há décadas.
“É uma honra muito grande. Eu venho dessa força do tambor, da cultura afro-baiana. O Olodum me deu régua e compasso para estar aqui hoje. Quando Pierre me fez o convite, eu fui de olhos fechados”, disse o cantor ao MASSA!.
Do Olodum ao Afrodisíaco
A trajetória de Wesley Bomfim explica por que seu nome soou tão natural para ocupar esse posto. Ele começou sua carreira em 1995, na banda Olodum, depois passou pela Baianada e construiu uma vida inteira conectada à percussão e à força dos blocos afro. Essa bagagem, segundo ele, é o que garante que o Afrodisíaco siga com sua essência intacta. “O Afrodisíaco, o Olodum, o Ara Ketu, todos vêm dessa escola da percussividade. Eu venho desse lugar. Por isso, assumir esse papel é mais fácil para mim. Essa escola me deu base”.
No palco ou no trio, o público pode esperar um repertório que respeita a história da banda, mas que também dialoga com o momento atual. Wesley Bomfim promete uma mistura dos grandes sucessos do Afrodisíaco com clássicos como “Mama África”, “Café com Pão”, “Vixe, Mainha”, “Ô Neguinha” e “Tudo é Tão Bom”.
Quem decide o hit do Carnaval é o povo

Para o artista, a disputa pela “música do Carnaval” precisa ser menos estratégica e mais verdadeira, já que, para ele, o sucesso nasce do povo e não de imposições do mercado. “Eu sou do tempo em que a música do Carnaval era aquela que batia no coração. Você estava em casa, lavando o prato, e cantando. Hoje parece que tentam impor o hit. Eu não acredito nisso. Quem dita o sucesso é o povo. O que é verdade, o povo reconhece. Se a música não bater nas ruas, não vira sucesso”.
Estão vindo novas músicas
Wesley Bomfim revelou que ele e Pierre Onassis já estão trabalhando em composições inéditas, que devem unir romantismo, balanço e a identidade afro-baiana. As músicas serão lançadas após o Carnaval de Salvador, ainda sem data definida.
“Eu sempre gostei de falar de amor. De tratar a mulher com carinho, respeito. A gente vai trazer músicas que falem disso, que tragam emoção, dança, movimento, dialogando com o novo, mas com a experiência de quem tem mais de 20 anos de música”, finalizou.
