
Durante a apresentação do seu programa, na noite desta quarta-feira (11), Ratinho deu uma declaração polêmica ao questionar a escolha da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) como presidente da Comissão da Mulher. Já nesta quinta-feira (12), a parlamentar entrou com uma ação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e entrou com um processo civil pedindo R$ 10 milhões.
O apresentador do SBT não aprovou a escolha de Erika, como uma mulher trans, para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados e questionou o motivo de não ter uma mulher cisgênero para ocupar o cargo.
"Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo... Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias", disparou o comunicador.
Ratinho sobre Erika Hilton na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:
— Luiz Ricardo (@excentricko) March 12, 2026
– Ela não é mulher. Ela é trans. Mulher, pra ser mulher, tem que ser mulher! Tem que ter útero, tem que menstruar! #ProgramaDoRatinho | @ErikakHilton pic.twitter.com/z165rOi7M2
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Erika se posicionou
A deputada federal não se intimidou diante dessa treta. Logo cedo, nas redes sociais, a parlamentar disparou que não está preocupada se "o esgoto da sociedade não gostou", ressaltando que está fazendo história para a comunidade LGBTQIA+.
"Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história e também na reparação da história de tantas mulheres que tiveram suas dignidades negadas", iniciou o pronunciamento por meio do X.
"Porque não é apenas a questão trans que determina como uma mulher será tratada ou destratada. A raça, a classe, o CEP e tantas outras condições ainda definem, quem tem direitos garantidos e quem precisa lutar todos os dias para existir com dignidade. Por isso, hoje ocupei com honra, alegria e um sabor muito especial de vitória a presidência da Comissão da Mulher (uma vitória construída enfrentando e derrotando o centrão e a extrema direita)", acrescentou.
Entrou na Justiça
Além de se posicionar nas redes sociais, Erika também entrou na Justiça para resolver as problemáticas por vias judiciais. A parlamentar acionou o Ministério Público e ainda pediu a abertura de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, a parlamentar quer destinar o valor da indenização ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, para projetos e organizações de defesa dos direitos de mulheres trans, travestis e cisgênero vítimas de violência de gênero.
