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O povo gosta - 03/03/2026, 08:00 - Santiago Oliveira

Coruja Gravações: conheça o cara por trás do pagode para paredão

Igo Bazilio detalha sua trajetória na música como produtor

Igo Bazilio, mais conhecido como Coruja Gravações, bate papo exclusivo na redação do Jornal Massa!, na Lapa
Igo Bazilio, mais conhecido como Coruja Gravações, bate papo exclusivo na redação do Jornal Massa!, na Lapa |  Foto: Denisse Salazar / Ag. A TARDE

Se você é da Bahia, muito provavelmente já ouviu a vinheta "Coruja Gravações". Este é o apelido de Igo Bazilio, o cara por trás de vários sucessos do chamado pagode para paredão. Com muita experiência neste meio artístico, Coruja projeta o que deve virar tendência no nosso pagodão em um futuro breve.

"Eu acho que [o pagodão] vai virar um funk. Porque depois que existiu o naipe, todo mundo começou a tirar a voz do cantor e cantar música em cima de uma batida pronta. O funk já faz isso, o funk já é uma batida e cada cantor vai cantar uma música", declarou o produtor musical, que completou em seguida.

"Furacão 2000 é a prova disso. No ano 2000 já existia isso: pegar uma batida pronta e sair cantando um monte de música lá e cada cantor fazia sua onda. Não vai ter cópia de música, vai ter cópia da batida. E o pagodão, a partir desse naipe, começou a ficar assim. Depois do naipe veio o ritmado, agora tem um tal de ao vivão, e por aí vai".

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A ousadia que valeu a pena

Igo sempre foi amigo de Danrlei Orrico, mais conhecido como O Kannalha, e foi com ele que tudo começou. De acordo com o produtor, o desejo de lançar alguma música enquanto todos estavam em casa, em 2020, durante a pandemia da COVID-19, deu origem ao que conhecemos como Coruja Gravações.

"De início, eu só ia trabalhar na produção com ele [Kannalha], eu não era Coruja Gravações. Daí veio a dificuldade de ter alguém pra gravar, porque quem tava no momento gravando tava muito ocupado, e tipo assim, eu era curioso e falei: 'rapaz, eu tenho aqui computador, programa para colher a voz, fazer as batidas'. Aí ele falou: 'vamos pra cima então, porque eu não tenho tempo pra perder'. Pronto, foi aí que a gente lançou o primeiro CD do Kannalha", contou Coruja, que depois foi procurado por artistas novos e veteranos do pagodão baiano.

Igo destaca a curiosidade como base de seu sucesso
Igo destaca a curiosidade como base de seu sucesso | Foto: Denisse Salazar / Ag. A TARDE

Quando questionado sobre o motivo do apelido Coruja Gravações, Igo Bazilio contou que saiu da vontade de aprender a tocar baixo.

"Eu sou músico, baixista, e no início de carreira eu sempre ficava próximo ao palco, pra poder ficar olhando como os baixistas tocavam. O termo era 'corujar' a pessoa, ficar querendo sugar o que o cara tá tocando pra poder aprender. Devido ao tempo, eu comecei a ser músico oficialmente e aí perdia muita noite. Perdia noite e acordava cedo. Então, ficou nessa de Coruja", destacou o músico, que revelou, posteriormente, quais foram suas inspirações para produzir.

"Eu tive influência, que foi Chavasca Gravações, um cara que eu admirava muito, ele foi um dos pioneiros, junto com Apache Gravações. Ele [Apache] deu início a essa onda de médio no paredão, com a música Guerra Mundial. De lá, pra cá essa tendência no paredão começou a ser criada, e aí veio Chavasca acompanhando ele. Imagine a Bahia, grandona, e hoje quem eu sei que trabalha com mixagem sou eu, Chavasca, Apache e Nell Choque Gravações. Imagine a Bahia quantas bandas tem e como faz para atender todo mundo? (risos)".

Relação com os artistas do pagodão baiano

Mesmo deixando claro que sua prioridade é produzir para a banda O Kannalha, Coruja Gravações frisou que não tem artistas preferidos e que precisa administrar uma fila para conseguir atender todo mundo.

Coruja Gravações na Estação da Lapa, em Salvador, durante entrevista para o Jornal Massa!
Coruja Gravações na Estação da Lapa, em Salvador, durante entrevista para o Jornal Massa! | Foto: Denisse Salazar / Ag. A TARDE

"Todos são meus amigos, eu não tenho inimigo no pagode, principalmente cantores. Às vezes, um ou outro vai se aborrecer comigo, porque querem que eu atenda e eu falo: 'Pô irmão, não pode agora, tem que esperar um pouquinho, porque tem a fila'. Eu costumo falar pra eles que eu não tenho preferidos, todo mundo sabe que minha prioridade é o Kannalha porque é a banda que eu trabalho", finalizou.

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