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Matéria exclusiva - 23/03/2024, 10:00 - Artur Soares*

Banda Ah Chapa! Ex-motorista por app está estourado no pagodão

Com história de correria, Alessandro Carneiro conquistou geral com seu som

Cantor Alessandro Carneiro tem história de correria
Cantor Alessandro Carneiro tem história de correria |  Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Às vezes um talento musical pode se esconder onde a gente menos imagina. Esse é o caso de Alessandro Carneiro, o vocalista da banda Ah Chapa. Motorista por aplicativo há sete anos, o músico vem ganhando destaque nas redes sociais. Com uma voz que conquista os passageiros, o morador de Cosme de Farias, em Salvador, se destaca pelo seu jeito bem-humorado e músicas com elementos do cotidiano.

Confira o clipe lançado recentemente pela banda

O desejo de Alessandro pela música começou por conta de seu tio, que também é cantor. “Comecei a acompanhar ele nos eventos. Comecei a tomar gosto por gravar. Iniciei devagarzinho e fui conquistando a galera”, explicou em entrevista ao Jornal MASSA!. Depois de quatro anos insistindo na carreira musical, o motorista finalmente começou a ser reconhecido.

A decisão por iniciar no mundo do pagode também teve uma certa influência dos passageiros da plataforma Uber. De acordo com Alessandro, muitos clientes já estavam comentando sobre ele ter uma voz digna de um cantor. “Logo no início, antes de viralizar, a galera ficava pedindo para eu continuar. Até umas senhoras que não curte muito pagode falavam que a voz era boa e que ia dar certo”, garantiu.

Apesar de serem duas áreas completamente diferentes, a experiência como motorista foi de suma importância para que o vocalista conseguisse se adaptar dentro da carreira artística. “Quando eu rodava uber, eu saía para trabalhar às cinco da tarde e só chegava em casa no outro dia de manhã. Na banda é a mesma coisa”, argumentou.

Em suas canções, o músico utiliza gírias e bordões do dia-a-dia como um diferencial. “Eu comecei a usar nas músicas o modo de falar que a gente usa no cotidiano da favela e deu certo”, pontuou. A escolha pelo ritmo do pagode também teve um motivo especial. “Além de ser um swing gostoso, também anima qualquer festa. Quando eu chego, consigo passar essa energia para a galera”, afirmou.

Mesmo ainda estando no início de sua trajetória artística, Alessandro já cultiva grandes ambições como músico. Atualmente, seu objetivo principal é estar colado no Carnaval de 2025. “Meu projeto é ano que vem já puxar minha pipoca. A galera já tá me pedindo”, destacou.

Amizade inesperada com Hiago Danadinho

Ainda na época em que era motorista de aplicativo, o vocalista da Ah Chapa acabou desenvolvendo uma amizade um tanto quanto inusitada com o cantor Hiago Danadinho.

A história dos dois começou graças a um amigo de Alessandro. “Um colega meu me indicou para fazer corrida para Hiago, pra ele não ficar chamando Uber aleatório. Pode-se dizer que eu era um Uber particular”, contou.

Depois de começar a trabalhar para o cantor, o motorista revelou seu sonho de ser cantor e pediu uma oportunidade. Após muito “aperto de mente”, Hiago começou a convidá-lo para shows.

“No início eu pensei que ele era meio tiradinho, mas é um cara muito humilde”, assumiu. Graças a amizade com Hiago, Alessandro conseguiu o convite para se tornar o vocalista da Ah Chapa.

Quebrando preconceitos no pagode

O pagode é um gênero alvo de muito preconceito por uma certa parcela da população. Algumas pessoas dizem que é apenas “música de baixaria”, mas Alessandro se mostra determinado a mudar essa visão errada.

“Minhas músicas são baseadas em resenha. Com as minhas músicas a galera dá risada porque eu quero levar alegria”, comentou. Um dos objetivos do cantor para esse ano é levar cada vez mais um bom humor para suas produções.

Por conta de sua vivência como motorista, o que não falta para Alessandro são histórias engraçadas. “Meu foco esse ano é levar todas as resenhas que eu tenho para a galera curtir. Para todo mundo saber que o pagodão não é só baixaria”, acrescentou.

Para o vocalista, essa decisão é importante para tornar o pagode cada vez mais acessível para todos os públicos. “É para todo mundo se divertir”, finalizou.

*Sob a supervisão do editor Jefferson Domingos

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