
O apresentador Ratinho foi condenado a desembolsar mais de R$ 21 mil de indenização a um consumidor vítima de publicidade enganosa. O comunicador atuava como garoto-propaganda de uma empresa de negociações bancárias que foi alvo de uma operação da polícia por estelionato. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM). As informações são do portal Metrópoles.
De acordo com informações do portal, a vítima havia atrasado parcelas do pagamento da moto e optou por acionar o serviço de uma propaganda estrelada por Ratinho. A empresa prometia reduzir o valor da dívida do financiamento em até 70%.
Após fechar acordo com a prestadora do serviço, o consumidor chegou a pagar R$ 6 mil a título de honorários iniciais. Depois de soltar a moeda, ele descobriu as notícias da operação que investigava a firma por estelionato.
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O apresentador do SBT tem se envolvido em recorrentes polêmicas nas últimas semanas. Em março, o comunicador questionou a escolha da deputada federal Erika Hilton como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher. Além disso, também mandou o ator Wagner Moura calar a boca por ter falado mal de Bolsonaro.
Tentativa de acordo?
Durante a defesa, a empresa alegou que chegou a apresentar propostas de redução do financiamento, mas não foi aceito pelo consumidor. No entanto, o juiz não aceitou o argumento. O magistrado reforçou que a propaganda que prometia redução de 70% fez o homem acreditar que haveria resultados melhores.
"A promessa de redução em até 70%, veiculada com o endosso de uma figura pública de grande alcance, como o apresentador Ratinho, que inclusive foi apresentado como sócio/parceiro licenciado, gera no consumidor médio uma expectativa de resultado concreto e seguro. As ressalvas contratuais, mesmo que existentes, não foram suficientes para mitigar a força persuasiva da propaganda", diz um trecho da decisão.
