
O movimento cultural "O Pente", criado pelo agitador baiano Uran Rodrigues, realiza nesta sexta-feira (13), em São Paulo, uma edição especial que celebra a conexão entre Brasil e Angola. A festa acontece a partir das 22h, no Mundo Pensante, no bairro do Bixiga, reunindo música, dança e expressões da cultura afro-diaspórica.
Com a proposta de promover encontros entre sonoridades e movimentos do Atlântico Negro, a noite contará com um line-up diverso que passeia por ritmos como Amapiano, Pagodão Baiano, Afros e Axé. Entre as atrações confirmadas estão Salu (Angola), Barba, O Tempero de Mainha, Quebre com as Negona, Igonna e Ivy Bad. O público que chegar até as 23h terá entrada gratuita; vale lembrar que pessoas trans e indígenas têm acesso livre durante toda a noite.
A edição em São Paulo também marca o início de um importante intercâmbio cultural internacional do projeto. Ainda em março, "O Pente" desembarca em Luanda, Angola, levando música, dança e ações formativas ao continente africano.
A viagem acontece por meio do Edital de Mobilidade do Governo do Estado da Bahia, realizado através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), com apoio da plataforma curatorial Flotar, Fundo Cicla, Omi Gestão Cultural, Biblioteca Contra a Ignorância e Livraria Kiela. A iniciativa promove um intercâmbio artístico entre Brasil e Angola, fortalecendo as conexões culturais afro-diaspóricas.
Entre os dias 20 e 25 de março, a comitiva formada pelo cantor Felupz, pelo dançarino Dudé Conceição e pelo idealizador do projeto, Uran Rodrigues, realizará uma série de atividades culturais em Luanda. A programação inclui oficinas de Dança dos Orixás, rodas de conversa e uma edição especial da festa O Pente, promovendo trocas entre artistas e públicos dos dois países.
As atividades acontecerão em importantes espaços culturais da capital angolana, como o Instituto Guimarães Rosa, a Livraria Kiela e a Biblioteca Contra a Ignorância.
Com quase uma década de trajetória, O Pente se consolidou como um dos bailes que celebram a música preta e as conexões culturais da diáspora africana, realizando edições em cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e Maputo. Agora, o projeto amplia ainda mais essa ponte cultural com a chegada a Luanda.
Parabéns, Uran!
