
O Carnaval do bloco afro Olodum será daquele jeitão, naqueles piques. Os tambores mais conhecidos do mundo serão rufados nos principais circuitos de Salvador, reunindo bloco e banda, além das atividades da Escola Olodum.
Fundado em 1979, no Centro Histórico, o grupo mantém atuação contínua no Carnaval como espaço de expressão cultural, formação e participação social. Neste ano, o bloco apresenta o tema “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”, que orienta os desfiles, as indumentárias e a concepção artística da agitadíssima temporada.
Ao longo dos dias oficiais do Carnaval, o Olodum marca presença com apresentações em camarotes, desfiles do bloco em diferentes circuitos, ações gratuitas e a participação do Olodum Mirim. A agenda inclui atividades no Pelourinho, no Circuito Osmar Macedo (Campo Grande/Avenida) e no Circuito Dodô (Barra/Ondina), ampliando o acesso do público às manifestações do grupo.
Na quinta-feira (12), a Banda Olodum se apresenta no Camarote Salvador. Na sexta (13), a banda desfila no Circuito Batatinha (Pelourinho), com concentração às 16h e saída às 17h. No mesmo dia, ocorre o desfile gratuito do Bloco Olodum, no Circuito Osmar Macedo, com concentração às 20h e saída às 21h. No domingo (15), o Bloco Olodum volta à avenida, desta vez na Barra, com concentração às 14h e saída às 15h, e, no mesmo dia, a banda se apresenta no Camarote Ondina.
Na segunda (16), a banda comanda um trio pipoca no Circuito Osmar, com saída prevista para 11h. Ainda na segunda, terá o desfile do Bloco Olodum Mirim no Circuito Batatinha, com concentração às 13h e saída às 14h, além da apresentação da Banda Olodum no Camarote Planeta Band. A programação se encerra na terça (17) com o desfile gratuito do Bloco e banda Olodum no Circuito Osmar, com concentração às 11h e saída às 12h.

A saída do Olodum na sexta-feira pelo Circuito Batatinha marca o início simbólico da jornada no Carnaval 2026. O cortejo percorre as ruas do Pelourinho reunindo percussionistas, cantores, dançarinos, destaques e alas temáticas que apresentam ao público a narrativa do tema “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”. As indumentárias e adereços foram concebidos por Cássio Caiazzo e Erick Simões, com referências a diferentes máscaras africanas e às simbologias associadas a cada uma delas.
A abertura do desfile conta com alas coreografadas, performances de dança afro e elementos visuais que dialogam com o enredo apresentado pelo bloco.
A Escola Olodum integra a programação do Carnaval como eixo permanente de formação cultural. Por meio de projetos de arte-educação, a instituição desenvolve atividades voltadas para crianças e adolescentes, com foco em música, dança e conteúdos pedagógicos relacionados à cultura afro-brasileira. No Carnaval, essas ações se materializam na participação do Olodum Mirim, que ocupa o circuito com um desfile próprio e reafirma o uso da festa como espaço educativo e de inclusão.
Este ano, o Olodum Mirim completa 36 anos e leva ao Carnaval 2026 o tema “Kemet – Ancestralidade, Realeza e Negritude”.
Fundado em 1979, no Maciel/Pelourinho, o Olodum surgiu como alternativa organizada para a participação da população negra no Carnaval e como instrumento de valorização da história e do cotidiano da comunidade do Centro Histórico.
Ao longo de sua trajetória, o bloco estruturou ações afirmativas e deu origem ao Grupo Cultural Olodum, organização que atua nas áreas cultural, social e educacional, com reconhecimento como entidade de utilidade pública municipal e estadual.
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As cores do Olodum constituem um dos principais símbolos do bloco e dialogam com referências do pan-africanismo, do rastafarianismo e do movimento reggae. O verde representa as florestas do continente africano; o vermelho simboliza o sangue do povo negro; o amarelo remete ao ouro da África; o preto expressa o orgulho da população negra; e o branco representa a paz mundial.
Esses elementos visuais seguem presentes no Carnaval 2026 como parte da narrativa estética e política construída pelo Olodum ao longo de sua história.
