
O bloco afro-índigena Commanche do Pelô está com inscrições abertas para escolas e instituições de ensino interessadas em conhecer a mostra que conta a história da agremiação. A "Exposição Cultural 50 Anos do Commanche do Pelô", pode ser conferida na sede, que fica no Largo do Pelourinho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. O agendamento pode ser feito através do (71) 9 9324-2797.
Contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc, Bahia, e apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal, a exposição conta com fotos, cocares, alegorias e fantasias, além de detalhes que ajudaram a construir as cinco décadas do bloco.
A montagem ocupa o subsolo da sede. Em uma das fotos históricas, estão o Mestre Batatinha, Ederaldo Gentil, Menezes do Cavaco e Edil Pacheco, e em uma outra, o encontro de Jorge Amado, Riachão, Tião Motorista e Jorginho Commancheiro. Nas paredes, reportagens, certificados, troféus, adereços, cocares coloridos, alegorias e temas de cada Carnaval e fantasias.
Para Jorginho Commancheiro, que dirige o bloco, a exposição celebra a resistência e a irreverência dos povos indígenas. “Nesses cinquenta anos, nada foi fácil. Lutamos todos os dias para ocupar nosso espaço. O bloco não é só Carnaval. Entre os nossos projetos sociais, temos a Quarta Santa, quando na semana santa oferecemos um peixe para os associados e visitantes; em junho, distribuição de pães em homenagem à Santo Antônio; no 2 de julho, fazemos o desfile da banda percussiva do Pelô; realizamos o Sorriso Negro no mês de novembro; em dezembro, o Caruru de Santa Bárbara, os ensaios de verão, e em janeiro a participação nos festejos ao Senhor do Bonfim”, disse.
