
Liderada pelo cantor e compositor Shelton Roberto, de 25 anos, cria de Itacaranha, no Subúrbio Ferroviário de Salvador - assim como todos seus músicos - a banda Oh Faraó, com um ano de estrada, está em tempo de lançamento do EP Eletropagofunk 2.0.
Com cinco faixas, a obra mistura pagodão baiano, percussão africana, funk, música eletrônica e elementos de música clássica. "O projeto desafia fronteiras geográficas e rítmicas", disse o vocalista à nossa coluna.
O nome da banda surgiu de forma orgânica, após repercussão da releitura do grupo para o clássico do axé music "Faraó", hit que estourou em todo o Brasil na década de 80 com a Banda Mel, posteriormente regravado também por Margareth Menezes e Olodum.

Com referências globais, como Michael Jackson e Chris Brown, Oh Faraó foca na experiência visual e coreográfica. Seu objetivo é levar o ritmo de favela para os palcos do mundo, unindo dança, figurino e uma estética de alto nível. Diferenciando-se pela composição, o grupo aposta na exaltação da figura feminina e incentiva o movimento do corpo, combatendo o preconceito que o pagode baiano ainda enfrenta.
"Quero com esse trabalho trazer autoestima para quem me escuta. Esse é um dos meus maiores objetivos", destacou Shelton.
