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Se acalme, bê - 18/04/2026, 08:00 - Rebeca Nascimento

Que pressa é essa? Correria na hora H pode interferir no prazer

Slow sex sugere um sexo com mais calma, atenção e conexão

Desacelerar gera mais conexão e intimidade
Desacelerar gera mais conexão e intimidade |  Foto: Ilustratativa/Reprodução/Freepik

Trabalho, estudos, cuidados com a casa, filhos, exercícios físicos... parece que a humanidade nunca esteve tão ocupada quanto agora. Na ânsia de dar conta de tudo, a população tem feito suas demandas cada vez mais depressa. De acordo com a pesquisa Modo Acelerado, parceria da Eisenbahn com Instituto de Pesquisas Datafolha, 26% dos brasileiros ouvem o áudio no modo 2x, para conseguir realizar outras tarefas; e essa pressa toda também tem sido vista nas relações sexuais.

Diante deste cenário, a modalidade slow sex, que em tradução livre significa sexo lento, surge como uma proposta de reconexão e calma, visando desacelerar o momento que é pra ser de atenção, troca e prazer. Com base nisso, a Sexlog, rede social de sexo e swing, realizou uma enquete com mais de 6 mil usuários, que mostrou que 79% das pessoas acreditam que desacelerar melhora o prazer sexual. Eles estão certos!

Aspas

Pare de se preocupar com o orgasmo, com o desempenho, com a duração e se faça presente naquele momento. Deixe fluir

Raquele Carvalho, sexóloga
Raquele aponta que manter a calma pode melhorar o prazer
Raquele aponta que manter a calma pode melhorar o prazer | Foto: Arquivo Pessoal

Para a sexóloga Raquele Carvalho, o slow sex vai além de manter a calma. A prática sugere justamente que as pessoas parem de focar no resultado e estejam mais presentes nas experiências sexuais. "O prazer está mais ligado ao relaxamento do que ao estado de alerta", disse a profissional".

Mas como deixar a pressa de lado na hora H? Segundo Raquele, "na prática, desacelerar envolve algumas mudanças importantes como, reduzir a pressa, esquecer o relógio e não ter roteiro. Entenda que o prazer não precisa seguir um roteiro. Tem gente que é assim: vai beijar, se tocar, sexo oral e penetração, como se fosse um roteiro que tivesse que seguir para a coisa acontecer", explicou a sexóloga, fazendo questão de destacar que a consciência corporal também é importante.

Sexo não é mais uma demanda

Além da pressa, atualmente, algumas pessoas seguem um considerado ideal de performance e acabam fazendo com que o sexo seja mais uma demanda que precisam cumprir na lista. Dessa forma, deixam a espontaneidade de lado e seguem uma receita para performar e "se livrar da tarefa".

Aspas

Na prática, desacelerar envolve algumas mudanças importantes como, reduzir a pressa, esquecer o relógio e não ter roteiro

Raquele Carvalho, sexóloga

"O prazer não é uma reposta automática do corpo, depende do contexto, do envolvimento, da segurança emocional e da presença, mas hoje, vemos o oposto disso. As pessoas estão preocupadas em dar conta como se fosse uma obrigação, algo mecânico.", pontuou.

Excesso de preocupação afeta a vida sexual
Excesso de preocupação afeta a vida sexual | Foto: Ilustratativa/Reprodução/Freepik

Raquele seguiu explicando que quando há muita preocupação na hora do sexo, seja com a duração, orgamos ou em corresponder a expectativa do parceiro ou parceira a intimidade acaba não acontecendo de forma prazerosa.

Deixe o celular de lado!

Apesar de aliado para muitas coisas, o celular também pode atrapalhar momentos de conexão e conhecimento entre o casal. O excesso de conteúdo recebido através da tela pode fazer com que os pombinhos estejam mentalmente cansados ou distantes um do outro.

"O excesso de estímulo, a hipeconectividade e o cansaço constante mantém o corpo em estado de ativação e o corpo ativado não acessa o prazer com facilidade", detalhou Raquele.

A sexóloga também ressaltou que o aparalho móvel pode "invadir o tempo de descanso, reduzir momentos de trocas, fragmentar a atenção. Quando o casal não tem momento de prazer real, sem telas, sem interrupções, a intimidade vai sendo substituída por convivência. Intimidade não é só ficar junto, é ter disponibilidade para o outro", cravou.

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