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DIA DE DENÚNCIAS -

Boca no Trombone: Quem vai limpar, golpe nas praias e cidade seca

É dia da coluna mais afiada do MASSA!

Da Redação
Da Redação
Coluna Boca no Trombone sai às sextas
Coluna Boca no Trombone sai às sextas |  Foto: Editoria de arte/A Tarde

CARRO NO PASSEIO E GENTE NA PISTA

Como se já não bastassem o barulho e a sujeira na Rua Thomaz Gonzaga, em Pernambués, o que era para ser uma solução acabou virando um inferno: a ciclofaixa vive cheia de carros! As ruas já são estreitas e, para passar por ali, os pedestres precisam ficar se esquivando dos veículos, correndo o risco de serem atropelados a qualquer momento. E como ficam os ciclistas? O bairro tem muitos deles, mas, com a ciclofaixa ocupada por carros, acabam tendo que utilizar outros espaços para circular. Desse jeito, fica cada vez mais complicado transitar pela rua, seja a pé, seja de bicicleta. Até quando essa situação vai continuar?

QUEM VAI LIMPAR

Rapaz, as eleições para deputado, senador e governador já passaram na Bahia, mas o que ainda se vê é Salvador toda suja com as paredes tomadas de cartazes de candidatos, como por exemplo o bairro de Jardim Nova Esperança. Isso vai ficar espalhado e poluindo a cidade até quando? Engraçado que pra reclamar da população jogando lixo fora do local são uns leões, mas na hora de cobrar as figuras públicas pela sujeira e bagunça deixada na cidade após as eleições são uns gatinhos inofensivos. A Boca no Trombone quer saber se via virar o ano e a cidade tomada de cartaz de político.

Cartazes de políticos ainda estão espalhados pela cidade
Cartazes de políticos ainda estão espalhados pela cidade | Foto: Reprodução/Leitor MASSA!

PAGA O PATO

Por falar em resolver problema, o engarrafamento na ligação Iguatemi-Paralela sentido aeroporto está cada dia mais infernal. Passar pelo local em horário de pico virou um verdadeiro desafio para os motoristas de Salvador que precisam ter muita paciência para sair de um congestionamento causado pela péssima engenharia de quem projetou a via. Provavelmente os engenheiros sabidos nem andam por aqui, enquanto o povo, que só quer chegar em casa depois de um longo dia de trabalho, paga o pato.

FEIRA DA DESORGANIZAÇÃO

Todos os dias esta coluna recebe reclamações sobre a confusão que é o trânsito entre a Calçada e a Feira de São Joaquim. Não tem quem dê jeito naquele caos, já que muitas das vezes os agentes da Transalvador estão por lá tentando ajeitar as coisas, mas atrapalham mais do que ajudam. Na feira, cada qual estaciona como quer; os carretos também fazem do jeito deles, e o resultado é o engarrafamento quilométrico e cansativo da região.

GOLPE NAS PRAIAS

Ir à praia em Salvador está virando prova de fogo para não cair em golpes. Toda semana há relatos de banhistas, principalmente no Porto da Barra, que são extorquidos pelos barraqueiros na maior cara dura. A pessoa senta sabendo de um valor a ser pago, depois que a conta vem, é quase o dobro. E para intimidar a galera, os comerciantes ainda chamam os coleguinhas para fazer pressão. O que era pra ser um dia divertido, passa a ser um estresse. Alô, Semop, se liga nessas situações aí. Tá pegando mal pra capital baiana essas situações.

CADÊ O BUZU

A promessa era de transporte gratuito e frota completa, mas teve eleitor de Feira que precisou foi de paciência — e até de carona — para votar no primeiro turno. A Defensoria Pública da União abriu procedimento para apurar relatos de falta de ônibus e esperas de cerca de duas horas em distritos como Maria Quitéria, Matinha e Jaíba. A Prefeitura havia anunciado 100% da frota. Agora, com segundo turno na porta, a cobrança é simples: não adianta colocar gratuidade no anúncio se o busu não aparecer no ponto.

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LIXÃO DE ESTIMAÇÃO

Moradores da região entre Ponto Central e Estação Nova, em Feira, parecem estar cansados de pedir socorro. Uma antiga área de futebol na Rua Nova Vida virou alvo de reclamações por descarte irregular de lixo, falta de iluminação e até presença de animais mortos. O problema, segundo relato levado à Câmara Municipal, se arrasta desde 2025. A cobrança agora caiu no colo da Secretaria de Serviços Públicos e do Centro de Controle de Zoonoses. Se deixar o lixo criar endereço fixo não é abandono, fica difícil saber o que é.

FOGO NA SAÚDE

O incêndio que destruiu 23 ambulâncias do Samu em um pátio da Prefeitura de Salvador ganhou um novo capítulo indigesto. O Conselho Estadual de Saúde informou que acionaria o Ministério Público para saber se todos os veículos estavam realmente fora de operação e em processo de desfazimento, como afirmou a gestão municipal. A Prefeitura diz que nenhuma ambulância usada no atendimento diário foi atingida, mas, diante de 23 veículos virando cinzas de uma vez, transparência não é favor: é obrigação.

CIDADE SECA

Quem anda por Salvador tem a sensação de estar no semiárido de tão seca que a cidade aparenta ser. Cada dia menos arborizada, a capital baiana vem sofrendo com o calor excessivo que também é fruto do desmatamento. A prefs até tenta colocar no lugar o que arrancou, mas umas mudas com galhos secos, em clima hóstil e sem os devidos cuidados, não vai gerar nada.

RECEPTANDO ROUBO

Moradores do bairro do Imbuí entraram em contato com esta coluna para denunciar um ferro-velho, na Avenida Jorge Amado, que segundo eles não tem autorização da prefeitura para funcionar, que passa a madrugada comprando material roubado das casas e postes de iluminação pública. É preciso uma fiscalização para ver esse B.O.

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