
Quando mencionamos o nome de Tom Cruise, as imagens que normalmente vem à mente são explosões inacreditáveis, grandes cenas de ação e missões impossíveis. Entretanto, indo na contramão dos filmes que marcaram sua carreira, dessa vez o astro decidiu apostar em uma comédia diferente. Digger, que chega hoje aos cines, é uma mistura entre bom humor e crítica social.
A história acompanha o milionário Digger Rockwell, um homem de moral questionável e que construiu sua riqueza a partir da exploração de petróleo. Depois de sua empresa causar uma rachadura no gelo do ártico, o protagonista precisa correr para salvar o mundo de uma catástrofe global.
Com o decorrer da trama, surgem uma série de revelações que prometem deixar o público de queixo caído. Um dos elementos que mais encantam na produção é o uso de situações absurdas.
O roteiro apresenta figuras que, apesar de serem extremamente controversas, conseguem ser extremamente carismáticas. São esses personagens caricatos que se tornam o grande motivo de momentos completamente inesperados. É a partir dessas cenas inusitadas que surge a grande veia cômica do filme.
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Quem assina a direção é o ganhador do Oscar, Alejandro González Iñárritu, conhecido por trabalhos como Birdman e O Regresso. Iñárritu sabe entregar enquadramentos memoráveis, fazendo com que a experiência de assistir Digger seja semelhante a de admirar várias pinturas.
A transformação de Tom Cruise para o papel de protagonista impactou o público ainda na divulgação dos primeiros trailers. Para além da mudança física drástica, o ator também demonstra uma atuação de encher os olhos e com certeza vem forte para o Oscar de 2027.
Outro nome de destaque é Riz Ahmed, que vive o cientista Ganesh e entrega uma performance muito divertida. A atriz Sandra Hüller mostra que continua vivendo um grande momento em sua carreira, tendo uma participação menor que o resto do elenco, mas que ainda é memorável.
Digger consegue unir momentos de descontração, uma direção belíssima e atores de ponta. O longa prova que, algumas vezes, as melhores críticas sociais são feitas das formas mais improváveis possíveis.
A satira é parte central da narrativa
Além da comédia, outra parte central da narrativa é o comentário social. A história inteira é recheada de críticas à realidade atual dos Estados Unidos e do mundo, principalmente no que diz respeito aos impactos ambientais causados por grandes corporações.
Alejandro Iñárritu propõe uma reflexão a partir dos absurdos que surgem na tela.Utilizando situações cômicas, o diretor mostra ao público o quão irreal são algumas situações presentes no nosso cotidiano.
Além disso, também existe um retrato da situação política norte-americana. O presidente dos Estados Unidos é um personagem importante na história e carrega grandes semelhanças com Donald Trump.
É com essa satira que a trama ganha ainda mais peso, se tornando uma plataforma para questões que atravessam o cotidiano da população.

