
Professores da educação básica das escolas particulares baianas decretaram estado de greve nesta terça-feira (9); a decisão foi aprovada uma assembleia da categoria, realizada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), em Salvador.
O estado de greve é aprovado após cinco rodadas de negociação com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA), que representa as escolas particulares. Sem chegar a um acordo com o setor patronal, a categoria de professores resolveu tomar uma nova medida.
“A gente está em mesa de negociação desde o início de maio. Ontem tivemos a 5ª rodada de negociação, sem nada de novo, sem nada oferecido. Pelo contrário, o patronal tá vindo retirar direitos que já estamos adquirindo há muitos anos”, disse Anna Cristina Croesy, diretora do SINPRO-BA, em entrevista ao MASSA!.
Reivindicações da categoria
Os professores reivindicam que não haja mudanças na política de bolsas para filhos de professores e nem a redução do recesso junino dos profissionais. Essas mudanças foram propostas pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia e repercutiram negativamente entre a categoria.
Em nota, o SINEPE-BA declarou que tem "boa-fé na busca por soluções consensuais" e pontuou a perspectiva do sindicato sobre as alterações propostas aos professores.
"As proposições patronais contemplam a adequação do benefício da bolsa de estudo, buscando critérios viáveis e sustentáveis para a preservação do direito a longo prazo, bem como a preservação do período mínimo de 15 dias de recesso escolar, visando apenas harmonizar as datas de início de acordo com a realidade e o planejamento de cada instituição de ensino", diz o texto.
