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cultura pro povo - 14/11/2023, 11:37 - Amanda Sousa

Uneb realiza 5ª edição do Afrocultura

O evento contou com rodas de conversa, apresentações culturais, contação de história

Evento está na sua 5ª edição
Evento está na sua 5ª edição |  Foto: Denisse Salazar/AG. A TARDE

Pelo 5º ano consecutivo, a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) promoveu o Afrocultura, um projeto que nasceu das mãos de funcionários da própria instituição para celebrar a cultura e a história do povo negro em novembro.

O evento, que ocorreu durante a manhã e tarde, contou com rodas de conversa, apresentações culturais, contação de história e etc. Tudo isso gratuito, aberto à comunidade, especialmente aos alunos dos colégios públicos.

Edson Pinto, um dos idealizadores do projeto, é servidor técnico do Teatro Uneb e explica que o objetivo é colocar a universidade a serviço das pessoas, colocando a comunidade acadêmica, escolar e a sociedade civil juntas para discutir temas sensíveis.

“Trazemos arte, cultura, dança, capoeira e o reconhecimento do verdadeiro valor da cultura negra na sociedade. Esse projeto nasceu da necessidade de movimentar esse espaço. Novembro, mês da consciência negra, e o teatro estava fechado. Então buscamos abrir as portas e fazer acontecer”, explicou Edson.

Outra contribuição importante do Afrocultura, como garante Edson, é aproximar a Uneb da comunidade e dos alunos das escolas públicas. “Quando as crianças conhecem a Uneb pode despertar nelas o interesse de estarem aqui como alunos no futuro”.

Durante a tarde de ontem, algumas escolas municipais marcaram presença para desfrutar de contação de histórias, exibição de filme, coral e apresentação da Escola Criativa do Olodum.

Formação importante

Uma das escolas presentes foi a Escola Municipal Álvaro da Franca Rocha, que fica na Engomadeira. Elaine Moura, coordenadora pedagógica da unidade, falou sobre a importância de debater a identidade e a cultura dos corpos pretos com essas crianças e jovens. “É importante para eles se aproximarem dessa cultura, nesse espaço que por tanto tempo nos foi negado. Fundamental para que eles se reconheçam como pessoas pretas sem ter nenhuma vergonha”, explicou a professora. Na Mostra Ecofalante de Cinema, uma das atividades da tarde de ontem, eles assistiram ao filme “Meu Nome é Maalum”, que traz justamente um debate sobre a identidade cultural. Depois da exibição rolou um debate junto ao professor Marco Aurélio de Souza, que destacou que levar esse tema para os alunos “é especialmente importante porque a gente costuma discutir isso na universidade, mas não na educação básica, e gera um impacto de conhecimento da verdadeira história”.

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