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E pode isso?! - 11/05/2026, 20:02 - Vinicius Viana e Gabriel Freitas

Suposta ordem de pastor para fiéis não comerem acarajé gera polêmica

Caso teria acontecido no município de Valença, no baixo sul baiano

Acarajé virou polêmica em Valença
Acarajé virou polêmica em Valença |  Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Uma suposta orientação de um pastor contra o consumo de acarajé por fiéis da Assembleia de Deus, em Valença, no baixo sul da Bahia, tem dividido opiniões na comunidade evangélica. De acordo com informações obtidas pelo MASSA!, a instrução teria sido dada pelo pastor-presidente das Assembleias de Deus no município, José Lima.

O religioso teria dado a orientação durante uma recente reunião com dirigentes da comunidade religiosa, na qual pontuou que os membros da congregação evitassem consumir o quitute por ter ligação com as religiões de matriz africana.

Fiéis vendedores de acarajé estão apreensivos

Acarajé no tacho
Acarajé no tacho | Foto: Clara Pessoal/Ag. A Tarde

Um pastor ligado à Assembleia de Deus no Baixo Sul da Bahia, que terá a identidade preservada, relatou que fiéis ficaram apreensivos com a orientação, pois alguns membros sobrevivem da venda de acarajé na cidade.

"Eu nunca vi acontecer eesse tipo de coisa [na Assembleia de Deus]. Tem muitos evangélicos que vivem do acarajé em Valença, sendo o sustento de famílias. Para mim foi uma surpresa", declarou.

A reportagem conversou ainda com um membro da igreja, que garantiu que continuará trabalhando com a venda do quitute, mesmo com a orientação do líder religioso. "Vou continuar vendendo o acarajé, abençoado por Jesus. Tudo o que a gente colocar a mão é abençoado", declarou, com voz firme.

Líder religioso quebra o silêncio sobre a suposta orientação

Assembléia de Deus em Valença
Assembléia de Deus em Valença | Foto: Reprodução/AD Valença

Questionado por nossa reportagem sobre a suposta orientação para que os fiéis não consumissem acarajé, o pastor José Lima se recusou a falar sobre o caso. Em seguida, afirmou que não tem autoridade para proibir ninguém de fazer o que deseja, mas também não negou a informação.

"Não vou me reportar a isso porque cada um é livre pra fazer o que quer. Eu não tenho poder para proibir ninguém de fazer ou deixar de fazer algo", informou.

A reportagem do MASSA! entrou em contato com Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM) para obter um posicionamento oficial da organização sobre o caso. Não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada assim que houver um posicionamento oficial.

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