
Por ano, o Brasil gera mais de 80 milhões de toneladas de lixo, sendo o quarto na lista mundial em produção. Mesmo assim, recicla apenas 8% desse total. Por isso, a SOLOS, uma startup sediada no Hub Salvador, propõe soluções para fazer a reciclagem acontecer de forma mais justa e inclusiva na capital baiana.
Fundada por Saville Alves, aos 24 anos, a SOLOS tem chamado atenção pelo trabalho de impacto. Ao fazer a gestão dos resíduos de grandes eventos, como o próprio Carnaval de Salvador, a startup já impactou mais de dois milhões de pessoas com conteúdos e experiências sustentáveis em nove estados, gerando R$ 6,6 milhões em incremento de renda para catadores e cooperativas de reciclagem, com o desvio de 1,8 tonelada de recicláveis de aterros sanitários.

Essas ações fizeram a SOLOS ser reconhecida pela Forbes como uma das startups mais promissoras do Brasil e em premiações como o Climate Resilience Awards For Business, durante a COP 30. Para Saville Alves, o reconhecimento mais significativo é dar voz a causas como a dos catadores. “A reciclagem é importante não só para manter a floresta em pé ou mitigar as mudanças climáticas, mas também como motor de transformação. A reciclagem é fonte de renda e sustento para milhares de famílias”.
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A startup tem atenção especial à economia circular, tema que tem gerado debate em todo o mundo. “A reciclagem e a circularidade dos materiais podem significar a preservação de áreas de floresta, uma vez que diminuem a necessidade de extrair da natureza novos recursos. Manter a floresta em pé significa mais biodiversidade e menos poluição, além de toda a conservação étnica e cultural dos povos que nela vivem. A economia circular é uma das chaves para construir um futuro de baixo carbono, mais justo, próspero e equilibrado”, diz Saville.
