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Com muito cuidado - 05/03/2024, 07:00 - João Grassi

Sirenes de alerta: Codesal detalha acompanhamento em áreas de risco

Diretor geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo concedeu entrevista ao Portal MASSA!

Sosthenes Macêdo explicou sobre as sirenes de emergência e acompanhamento das áreas de risco
Sosthenes Macêdo explicou sobre as sirenes de emergência e acompanhamento das áreas de risco |  Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

As sirenes de emergência que são acionadas pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) são um sistema de alerta e alarme para evitar ocorrências de gravidade, como riscos de desabamento e deslizamento de terra. Para a instalação desses equipamentos, existe toda uma preparação e trabalho do órgão dentro das áreas com maior necessidade e riscos para serem acompanhadas de perto.

Em entrevista exclusiva ao Portal MASSA!, o diretor geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, explicou parte dos processos adotados pelos órgãos para supervisionar os locais emergenciais e atender a população soteropolitana. Com os levantamentos feitos por setores especializados, os "locais mais gravosos" são identificados, vistoriados e consequentemente ganham as sirenes de emergência. No entanto, a ideia é nem mesmo precisar do equipamento e sim poder evitar, o quanto antes, qualquer tipo de incidente.

"Não é feito de forma aleatória, já que nós temos simulados de evacuação para que as pessoas já saibam como se comportar. Elas recebem mensagem de texto [SMS] antes, já são formadas e capacitadas pelos Núcleos Comunitários de Defesa Civil. Então, em algumas localidades, mesmo antes do acionamento das sirenes, lembra que eu falei da vistoria que é feita previamente do plano preventivo? Se nessa vistoria foi identificado risco naquele momento, mesmo que não acione sirene, a gente já notifica e opina pela retirada dessa pessoa daquela condição do risco. Nosso trabalho é afastar o cidadão soteropolitano de condição de risco. Essa é a nossa pretensão. Então, essas localidades já selecionadas, o ponto de instalação é uma definição técnica também pela empresa por conta da propagação sonora, para que ela tenha uma abrangência no máximo possível daquela localidade", detalhou Sosthenes.

O diretor comparou as sirenes com o seguro de carros particulares, dando ênfase ao fato de que o trabalho da Codesal é justamente anteceder ocorrências e o próprio acionamento da sirene. Ele garante que estes equipamentos são eficientes e fundamentais para a segurança da população.

"Eu tenho convicção que sim [sirenes serem eficientes]. O seguro de carro, por exemplo, é para isso. A gente paga o seguro, mas a gente não quer que o carro bata, a gente não quer que o carro seja roubado, a gente não quer que ele pegue fogo, não quer que tenha nem um sinistro. Não quer nem usar o seguro, não é isso? A sirene e a evacuação tem essa mesma pretensão, não queremos usar. E porque faz isso tudo? Porque ao longo desses últimos anos, a primeira vez que a gente acionou em modo real foi em 2018. Em 2019 ou 2020, salvo engano, eu tive um caso de uma casa, de uma família que uma semana antes já estava evacuada por conta do acionamento da sirene, já estava na Escola Municipal. Uma semana depois a casa veio a cair e se tivesse gente ali dentro, podia ter perdido a vida. Toda a vida vale a pena, então a resposta é muito objetiva, sim", exemplificou.

Sosthenes durante o papo com a reportagem
Sosthenes durante o papo com a reportagem | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Ainda de acordo com Sosthenes Macêdo, as sirenes de alerta são apenas parte de "um conjunto de ferramentas" utilizadas pela Defesa Civil para acompanhar de perto as áreas de maior risco de ocorrências.

"Não é só sirene, é um conjunto de ferramentas. Nós realizamos a vistoria desse plano preventivo para aferir se houver alguma mudança, alguma alteração do cenário. Dessa forma essas localidades tem sim um olhar especial e atenção continuada de nossas equipes, porque a indicação dos locais para instalação do sistema de alerta e alarme é dada justamente por conta do nível de gradação de risco, ou seja, quanto mais arriscado é onde temos a possibilidade de contar com o sistema de alerta. Nos 14 locais que nós temos, são os 14 locais mais gravosos", indicou.

Segundo o diretor geral, constantes mapeamento das áreas de risco são feitos em Salvador, sendo assim possível ver "cada tipo de necessidade e ocorrência". Com sistemas específicos e vistorias da Codesal, as regiões que mais precisam de intervenção do órgão sempre contam com uma atenção especial.

"Por conta do georreferenciamento que é feito nas vistorias realizadas por nossos engenheiros, temos a capacidade de enxergar as manchas de calor por cada tipo de necessidade, cada tipo de ocorrência. Escorregamento de terra, desabamento de casas, e aí fazemos um estudo geológico e geotécnico de cada uma dessas regiões e contamos com o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que é um dos eixos, é uma das ferramentas utilizadas pelo nosso Plano Municipal de Redução de Riscos. Quando nós chegamos em certos lineares, 80 milímetros, 120 milímetros a cada 72 horas, uma equipe daqui é destacada para essas localidades", finalizou.

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