
As quatro vítimas do desabamento de um galpão ocorrido na manhã desta quinta-feira (10), em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foram identificadas como José, Ulisses, Sérgio e Jackson. Os trabalhadores eram terceirizados e prestavam serviços para a Galvani Fertilizantes.
O acidente aconteceu em um galpão que ainda estava em construção. Segundo o Corpo de Bombeiros, três dos trabalhadores tiveram as mortes constatadas ainda no local. Eles estavam sob os escombros.

Outras três pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para unidades hospitalares da região. Uma delas, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros dois feridos apresentam quadro de saúde estável.
Empresa
Em nota, a empresa responsável pela contratação dos trabalhadores afirmou que, neste momento, a prioridade é prestar toda a assistência necessária às pessoas envolvidas na ocorrência.
Ainda conforme a Galvani Fertilizantes, as equipes responsáveis estão mobilizadas e todas as providências necessárias estão sendo adotadas para o atendimento da situação.
Vítimas
Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a morte dos trabalhadores. Segundo Joseane Santana, cunhada de José, o trabalhador deixou uma esposa grávida. De acordo com ela, o homem descobriria nesta quinta-feira o sexo do filho.
"Hoje ele ia saber o sexo do filho, que não deu tempo nem saber o tão sonhado filho homem dele", lamentou.

Jackson, de 33 anos, era natural de Barrocas, no nordeste da Bahia, e também foi homenageado por familiares nas redes sociais. Ele era pai de um menino de apenas dois anos.
"Saiu de casa como todos os dias, em busca do pão de cada dia. Foi trabalhar, lutar pelos seus sonhos e voltar para a família. Mas, infelizmente, o trecho foi o último caminho. A vida é tão injusta", escreveu um primo da vítima.
Já Ulisses era natural de Ipanguaçu, no interior do Rio Grande do Norte. Sérgio, por sua vez, era natural de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina.

