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POLÊMICA RELIGIOSA -

Relatos de ex-membros expõem conflitos com igreja mórmon

Depoimentos apontam diferentes formas de controle

Antigos integrantes descrevem interferências na vida pessoa
Antigos integrantes descrevem interferências na vida pessoa |  Foto: Ilustrativa/Reprodução/Magnific

A saída da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida como mórmon, é descrita por ex-integrantes como um processo marcado por conflitos e questionamentos sobre regras internas. Os religiosos relatam situações que classificam como exploração financeira, pressão psicológica e interferência nas relações pessoais.

Entre as acusações apresentadas estão:

➡️ Pagamento de dízimo equivalente a 10% do rendimento bruto;

➡️ Afastamento de pessoas que abandonaram a religião;

➡️ Episódios históricos envolvendo racismo e restrições às mulheres;

➡️ Cerimônias de batismo realizadas em nome de pessoas mortas.

O professor e pesquisador Carlos Alberto Dutra Fraga Filho afirma ter passado cerca de dez anos ligado à instituição. Ele conta que começou a frequentar uma unidade no Espírito Santo em 2012 e se batizou três anos depois. Durante a separação da ex-esposa, porém, diz que representantes da igreja passaram a interferir no relacionamento. “Sinceramente, eu senti que a roubaram”, relatou.

Relatos chegam à Justiça e aos conselhos profissionais

Fraga Filho afirma que um advogado membro da igreja teria orientado o ex-casal a não manter contato e posteriormente pedido medidas protetivas para a mulher. Ele também questiona um parecer psicológico elaborado por uma profissional que, segundo seu relato, nunca o consultou. Em junho deste ano, o pesquisador acionou os dois profissionais na Justiça e apresentou representações à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Conselho Regional de Psicologia.

O advogado e contador Everton Alexandri, que afirma ter entrado na igreja aos 7 anos, também relata cobrança de dízimo e afastamento de dissidentes. Ele cita ainda casos de racismo envolvendo pessoas negras e o batismo pelos mortos. Já a pesquisadora Vania Moore relaciona os relatos ao modelo BITE, desenvolvido por Steven Hassan para analisar controles sobre comportamento, informação, pensamento e emoção.

“Você não é livre para pensar, você não é livre para escolher, você faz o que eles mandam você fazer. Eles falam que é o chamado de Deus. Então, eles controlam o seu pensamento, eles te passam uma visão de mundo e, agora, a posição daqui é aquela visão. Você não vai questionar basicamente”, denuncia. As informações são do portal Metrópoles.

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