25º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Cidades

ATENÇÃO! - 17/06/2026, 10:27 - Bruno Dias e Jaísa de Almeida - Atualizado em 17/06/2026, 12:08

Professores mantêm estado de greve e definem nova paralisação

Reunião durou cerca de três horas, nesta quarta-feira (17), em Salvador

Professores ameaçam greve em escolas particulares de Salvador
Professores ameaçam greve em escolas particulares de Salvador |  Foto: Shirley Stolze / Ag. A Tarde

Sem acordo na campanha salarial, os docentes da rede privada de Salvador permanecem em estado de greve. A definição ocorreu nesta quarta-feira (17), durante o encontro promovido pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), que também aprovou uma paralisação seguida de uma nova assembleia com indicativo de greve para o dia 16 de julho.

De acordo com a vice-presidente do Sinpro-BA, Cristina Souto, a decisão de manter o estado de greve e adiar uma eventual deflagração do movimento grevista foi tomada após a categoria analisar a proposta apresentada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA). Segundo ela, a mobilização será mantida enquanto a categoria aguarda avanços nas tratativas.

O que foi debatido?

Ao longo da manhã, os participantes defenderam a manutenção da pressão sobre os empregadores e criticaram a condução das negociações. Para a professora Rita Buente, que atua em uma escola da região da Cidade Baixa, a participação da categoria nas assembleias é fundamental neste momento.

Aspas

Eles debocharam da categoria e continuam debochando

"Nós temos que estar aqui para votar. vamos esquecer o que o chefe que bota [...] Porque é visível que eles estão agora preocupadíssimos. Eles apostaram que a gente não se mobilizava. Eles apostaram que isso não ia dar em nada. Eles debocharam da categoria e continuam debochando", afirma.

Docentes da rede privada cogitam parar atividades
Docentes da rede privada cogitam parar atividades | Foto: Shirley Stolze / Ag. A Tarde

A educadora também demonstrou preocupação com temas que, segundo ela, voltaram a ser debatidos nas mesas de negociação. Entre os pontos citados está a possibilidade de retomada da escala 6x1.

"Agora tão trazendo a tal escala 6x1 de novo, alegando um custo de 23%. Eles estão comendo pelas beiradas.. Então a gente tem que sair daqui se posicionando mesmo, votando mesmo, ainda que hoje não se delibere uma greve, a gente tem que estar em assembleia permanente", completa.

Entre os principais pontos a serem reivindicados pela categoria estão:

▶️ Melhores condições de trabalho dos docentes;
▶️ Manutenção do período de recesso;
▶️ Preservação da bolsa de estudos para filhos de professores;
▶️ Avanços na campanha salarial.

Setor dos patrões também dá sua versão

Paralelamente, enquanto a assembleia ocorria, o Sinepe-BA informou ao MASSA! que, em rodada de negociação realizada na terça-feira (16) com o Sinpro-BA, houve consenso para manter a cláusula de Ajuda Escolar nos mesmos termos previstos na Convenção Coletiva 2024/2026.

Leia Também:

O Sinepe-BA também afirmou ter garantido que o recesso escolar de 2027 ocorra entre os dias 18 de junho e 6 de julho, além de pontuar que uma nova reunião entre as partes está marcada para 8 de julho.

Apesar disso, representantes da assembleia desta quarta afirmaram que não enxergam avanços concretos nas tratativas. Segundo o que tem sido debatido no encontro, a avaliação da categoria é de que as negociações seguem sem mudanças significativas, mesmo após o posicionamento divulgado pelo Sinepe-BA.

exclamção leia também