
A eleição deste domingo de segundo turno em Salvador foi marcada por muita reclamação nos pontos de ônibus, denúncias de retenção nas garagens e até por uma ordem de prisão decretada contra o Secretário de Mobilidade (Semob), Pablo Souza. Em coletiva de imprensa, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, negou qualquer interferência política ou intenção de prejudicar os eleitores, atribuindo o atraso inicial à retirada de propaganda eleitoral dos veículos e garantindo que o serviço foi normalizado.
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Questionado sobre relatos de moradores de bairros periféricos como Pirajá, São Caetano e Marechal Rondon, que enfrentaram esperas de 30 a 40 minutos nos pontos de ônibus mesmo no início da tarde, o prefeito de Salvador minimizou os atrasos e afirmou que a operação leva tempo para se estabilizar.
"Pode ter havido atraso nos ônibus como ocorre em um dia de semana. Mas volto a dizer que a frota estava normalizada por volta das 10h ou 10h30 e, eventualmente, até normalizar o serviço de fato, leva um tempo", argumentou o gestor.
Bruno Reis também reforçou a tese de que a retenção nas garagens envolveu resistência na retirada dos adesivos políticos de veículos. "As empresas tiveram dificuldade para retirar os adesivos pela quantidade e também por conta dessa posição política. Não é a primeira vez que tentam fazer isso, mas dessa vez atingiu a grande maioria da frota e precisou dessa intervenção", explicou.

