
Um possível código de vestimenta que circula nas redes sociais desde o último sábado (15), tem causado revolta entre alunos da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O anúncio, compartilhado por um estudante do curso de Odontologia em um grupo da faculdade, a FOUFBA, afirma que um novo código de vestimenta teria sido aprovado durante uma reunião da congregação.
Segundo o comunicado, a suposta norma seria aplicada a alunos, professores, funcionários e também pacientes. Entre as peças que teriam o uso proibido estão:
➡️ Minissaias;
➡️ Croppeds;
➡️ Bonés;
➡️Roupas muito decotadas;
➡️ Shorts curtos.
Ainda de acordo com o comunicado, a medida teria como objetivo “estabelecer padrões de apresentação adequados ao ambiente acadêmico e assistencial”.
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Decisão gera polêmica
Nas redes sociais, estudantes da instituição demonstraram indignação com a possível medida. Comentários como “Entre os bilhões de problemas que atingem o prédio de Odontologia da UFBA, eles querem estabelecer padrões de vestimenta (para as mulheres, mais precisamente)” e “Eu não acredito no que eu estou vivendo” aparecem entre as reações ao tema.
A principal crítica dos alunos é de que as supostas proibições seriam direcionadas, em sua maioria, a peças consideradas comuns no vestuário feminino.
O MASSA! entrou em contato com a assessoria da UFBA, que informou que a decisão seria de responsabilidade do Colegiado de Odontologia. O diretor do curso de saúde, Marcel Arriaga, explicou que a decisão foi discutida e votada na congregação da unidade, que possui representação de todos os departamentos.
"Foi proposta por duas mulheres e não tem o sentido moralizante e sim de proteção ao paciente e alunos", afirmou.
Ainda à reportagem , o diretor da FOUFBA afirmou que a norma não foi imposta, bem como não impedirá o atendimento de pacientes nas unidades: "enfatizo que ninguém ficará sem atendimento, mas serão orientados a virem nas próximas consultas".
A recomendação, segundo Marcel, também vale para as aulas teóricas dentro do campus, já que "todo o ambiente na faculdade é contaminado por sua própria natureza, não somente os ambulatórios".

