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Tacaram o pau - 22/05/2026, 10:35 - Vinicius Portugal, Dara Medeiros, Bruno Dias e Jair Mendonça

População fica na bronca com greve dos rodoviários em Salvador

Sem ônibus nas ruas, trabalhadores precisaram recorrer ao metrô, aplicativos e até caminhadas longas

Ônibus demoraram para rodar nesta sexta-feira (22)
Ônibus demoraram para rodar nesta sexta-feira (22) |  Foto: Bruno Dias/Portal MASSA!

A galera ficou na bronca com a greve dos rodoviários nesta sexta-feira (22), em Salvador. Diversas pessoas acabaram se atrasando para o trabalho ou tiveram que gastar uma grana a mais para recorrer a carros por aplicativo.

Isso porque os rodoviários acabaram descumprindo uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinava 60% da frota em circulação no horário de pico, entre 4h30 e 8h30. O que aconteceu, na prática, foi que os ônibus só saíram das garagens após o fim da greve, por volta das 8h.

Uma das pessoas que se estressou com a situação foi Carla Miranda, que acabou se atrasando para o trabalho porque o seu busão não chegava. Ela também destacou a falta de segurança de permanecer na rua esperando o transporte.

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“A gente sai cedo de casa para se aventurar e se arriscar, porque fica aqui, várias motos passando, a gente não sabe quem é quem, entendeu? Eu mesma tô aqui na rua desde mais ou menos umas 6h. Já troquei de ponto porque o ponto ficou vazio, aí saí de um ponto e vim para outro, inclusive para perto da entrada da garagem. Mostrei para a empresa também que a garagem está fechada”, explicou.

Apesar da greve já ter se encerrado, o retorno dos ônibus seria gradativo. Carla destacou, no entanto, que ainda não tinha nenhuma perspectiva de conseguir o transporte para chegar ao trabalho.

“Mostrei para a empresa também que a garagem está fechada, porque ficam mandando um bocado de mensagem via WhatsApp, né? ‘Ah, a greve acabou, aguarde mais um momento, vai chegar’. E até agora não saiu ônibus nenhum da garagem. Eu tô aqui ainda, cansada, com fome, porque a gente sai cedo de casa. Eu saí cedo, mas cadê o ônibus? Diz que a greve foi suspensa, cadê a greve que suspendeu? Cadê o ônibus?”, questionou.

Sem ônibus, algumas pessoas ainda tinham a possibilidade de recorrer ao metrô. No entanto, essa mudança de transporte também causou transtornos.

“Eu estou acostumada a pegar ônibus. Aí, agora tive que pegar o metrô. Eu gosto de pegar o metrô, mas quando eu não tô agoniada. Agora eu tô agoniada pra trabalhar. Já vou chegar atrasada. Era para chegar às 8h, já deu oito e tantas”, disse uma passageira que não quis ser identificada.

Foi na paletada

Sem ônibus, algumas pessoas também optaram por ir a pé. Foi o caso de Romério Barbosa, que andou do Cabula até a Vila Laura para chegar ao trabalho, uma paletada de cerca de 7 km.

“O transporte público é essencial para a gente. Nem todo mundo tem condição de pagar um aplicativo. O metrô tá rodando, mas não tem transporte público.”

Passagem vai subir?

Vale ressaltar que os empresários alegavam não ter orçamento para cumprir os pedidos dos rodoviários. Com isso, a população já começa a questionar se a passagem, que atualmente custa R$ 5,90, poderá subir de valor.

“Eu acho assim, não muito justo, porque os ônibus não oferecem tanto conforto assim para ter esse aumento de passagem. Eu espero que não aconteça, né? Porque a gente já gasta muito e ainda ter que pagar uma passagem mais cara, mais um ano? Todo ano aumenta a passagem e os ônibus não melhoram”, bradou Jânio em entrevista ao MASSA!.

Adriana Moreira também destacou que, diante dos problemas estruturais nos ônibus, nada justificaria um possível aumento na tarifa.

“Tem que trabalhar para pagar transporte público mesmo, porque é isso a vida da gente. Aumenta duas, três vezes no ano, os ônibus ruins, parece uma carroça, e é isso aí.”

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