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operação catena - 14/05/2026, 15:27 - Bruno Dias, Luan Julião e Victoria Isabel/ Portal A TARDE

Polícia prende grupo que roubava corredores e turistas na Barra

As prisões ocorreram nos bairros de Nazaré, Campinas de Pirajá, Pelourinho, Tororó, Politeama de Baixo e São Tomé de Paripe

Grupo roubava  correntes de ouro, relógios esportivos e celulares
Grupo roubava correntes de ouro, relógios esportivos e celulares |  Foto: Lucas Cerqueira / Ascom-PCBA

Sete investigados por envolvimento em uma organização criminosa, especialista em roubos patrimoniais na região da Barra, em Salvador, foram presos nesta quinta-feira (14), após a Polícia Civil deflagrar a Operação Catena.

Segundo a corporação, o grupo criminoso atuava principalmente no roubo de correntes de ouro, relógios esportivos e celulares, tendo como principais alvos turistas e pessoas que praticavam atividades físicas na orla da capital baiana.

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As prisões ocorreram nos bairros de Nazaré, Campinas de Pirajá, Pelourinho, Tororó, Politeama de Baixo e São Tomé de Paripe. Um outro mandado também foi cumprido dentro do sistema prisional.

Durante a operação, os policiais apreenderam mais de R$ 23 mil em espécie, joias, balanças de precisão, reagentes químicos utilizados para teste de ouro, pedras de avaliação, agendas com anotações sobre a comercialização das peças, além de celulares e notebooks que serão periciados.

As investigações conduzidas pela 14ª Delegacia Territorial da Barra e apontam que a quadrilha possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre executores dos roubos, responsáveis pelo monitoramento das vítimas e integrantes encarregados da receptação e revenda do material roubado.

Operação Catena

As informações foram detalhadas pela delegada Mariana Ouais, responsável pelas investigações. De acordo com ela, a investigação teve início após um roubo registrado em outubro de 2025, na Barra. A partir desse caso, os investigadores identificaram outros crimes semelhantes e conseguiram mapear o funcionamento da organização criminosa.

“A Operação Catena nasceu a partir do aprofundamento das investigações de um crime ocorrido no ano passado. Durante aproximadamente dez meses, a Polícia Civil da Bahia, por meio da 14ª Delegacia Territorial, investigou uma organização criminosa especializada no roubo de correntes de ouro, tendo como principais alvos turistas e praticantes de atividades esportivas.”

Organização tinha núcleos específicos

Segundo a delegada Mariana Ouais, as investigações revelaram que o grupo possuía funções bem definidas e atuava dividido em três grandes núcleos.

“O primeiro grupo era composto pelos indivíduos responsáveis pelos arrebatamentos e roubos das correntes, além de outros objetos aproveitados na ação criminosa, como celulares e relógios esportivos", iniciou.

“O segundo núcleo, igualmente importante, era formado pelos chamados “apontadores”, responsáveis por identificar as vítimas, monitorar seus deslocamentos e analisar o melhor momento e local para a prática dos crimes", completou.

Já o terceiro grupo era composto pelos receptadores. Segundo a Polícia Civil, esse núcleo se mostrou bastante estruturado. Durante a operação realizada nesta quarta-feira, foram apreendidos equipamentos utilizados para avaliar a qualidade e a quantidade do ouro roubado, além de materiais usados na confecção de novas joias produzidas a partir do ouro fundido.

Ainda conforme a investigação, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens e redes sociais para negociar as joias roubadas. Os investigadores também identificaram intensa movimentação dos suspeitos na região central de Salvador, onde existe forte comércio formal e informal de joias.

Material apreendido será analisado

Além do dinheiro e das joias, a polícia apreendeu uma grande quantidade de celulares e notebooks que devem ajudar no aprofundamento das investigações sobre o esquema de comercialização dos materiais roubados.

“Os policiais também encontraram uma grande quantidade de correntes que, segundo a investigação, poderiam ser revendidas ou derretidas para a fabricação de novas peças. Até o momento, mais de R$ 23 mil em espécie foram apreendidos, além de diversos objetos que ainda passarão por perícia e análise técnica.”

Segundo os investigadores, a identificação dos autores dos roubos foi facilitada por imagens de câmeras de segurança. Já a investigação sobre a rede de receptação exige um trabalho mais detalhado.

Quem são os presos

Entre os presos apontados como executores dos roubos estão:

➡️ Iuri Beraldo Oliveira, conhecido como “P.A” ou “Sheik”, de 32 anos, preso em Nazaré. Segundo a polícia, ele é suspeito de praticar o roubo que deu origem à investigação e já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime;

➡️ Kauan Silva Machado, conhecido como “Resto”, de 23 anos, preso em Campinas de Pirajá. O suspeito já havia sido preso em outubro de 2025.

Já entre os investigados por receptação estão:

➡️ Jessé Silva Matheus, conhecido como “JM”, de 27 anos, preso no Pelourinho;

➡️ Douglas Andrade de Araujo, o “Dodô”, de 29 anos, preso no Tororó. Segundo a polícia, ele atuava na logística da organização, realizando transporte de armas e integrantes do grupo;

➡️ Isaías França Monteiro, conhecido como “Totti” ou “Nino Toty”, de 32 anos, preso na Politeama de Baixo;

➡️ Davi Meireles dos Santos, de 42 anos, preso em São Tomé de Paripe;

➡️ Geisney Pereira dos Santos, conhecido como “Sheik”, que já estava custodiado no sistema prisional e teve o mandado cumprido dentro da unidade.

A polícia também informou que outros suspeitos seguem sendo procurados:

➡️ Márcio Santos Cardoso de Souza, conhecido como “Rato”;

➡️ Murilo Marcelo do Nascimento Chaves, o “Liro”;

Diogo Augusto Silva Costa, conhecido como “DG”, apontado como integrante do núcleo informativo e responsável por atuar como olheiro.

Investigação continua

Segundo a Polícia Civil, nenhuma prisão isolada foi realizada durante os meses de investigação para evitar prejuízos ao andamento das apurações.

As investigações apontam ainda que um dos integrantes da quadrilha já se encontrava custodiado no sistema prisional, mas continuava articulando ações criminosas de dentro da cadeia.

A polícia estima que pelo menos dez pessoas atuavam diretamente nos crimes, mas acredita que o número de envolvidos seja ainda maior, devido à existência de toda uma cadeia de comercialização. Entre os investigados estão pessoas responsáveis por negociar as joias roubadas por meio de grupos de WhatsApp e redes sociais.

Nenhum dos presos havia sido ouvido até o momento da divulgação das informações. Eles foram detidos nas primeiras horas da manhã e serão apresentados em audiência de custódia antes de serem interrogados formalmente pela polícia.

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