
A coisa ficou tensa no Hospital Geral Clériston Andrade. A Polícia Civil investiga um caso suspeito de homofobia envolvendo um pastor dentro da unidade de saúde, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A ocorrência foi registrada na última segunda-feira (21), véspera do feriado de Tiradentes.
O religioso Moisés Neres dos Santos, conhecido como Pastor Moisés, foi denunciado por um servidor após uma fala considerada ofensiva. Ele chegou a ser conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. O pastor atua com atividades religiosas no hospital e já é conhecido na cidade por pregações em espaços públicos e privados, muitas delas viralizando nas redes sociais, onde tem mais de 200 mil seguidores.
Segundo a defesa, no entanto, não houve prisão em flagrante. O advogado Armênio Seixas explicou como tudo aconteceu. “Ele foi acusado de ter cometido a conduta de homofobia contra um servidor do próprio hospital. Fomos acionados para acompanhar a situação e ele se apresentou de forma espontânea. Após conversa com o delegado, foi decidido pela lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sem prisão em flagrante, para que os fatos sejam apurados”, afirmou.
Ainda de acordo com o advogado, todos os envolvidos, incluindo uma testemunha, foram ouvidos e liberados logo depois.
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Nova conduta
A defesa também trouxe outro ponto à tona: a pessoa que se sentiu ofendida é um estudante de Direito, e a fala não teria sido direcionada diretamente a ele. “A vítima se sentiu ofendida por uma conduta que, segundo ele, teria sido feita de forma generalizada, não de maneira direta”, disse Seixas.
O advogado informou que agora aguarda a análise da Justiça e reforçou que o pastor foi orientado a medir melhor as palavras daqui para frente. “Nós não apoiamos condutas inadequadas. Orientei que ele tenha mais cuidado com o que diz, porque a legislação em vigor pode trazer consequências sérias”, pontuou.
