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Sem prejuízo salarial - 17/06/2026, 12:00 - Jaísa de Almeida

Pais poderão ter licença de até 14 dias para cuidar de filhos doentes

Projeto prevê atestado obrigatório para justificar ausência

Período não pode ser considerado falta
Período não pode ser considerado falta |  Foto: Ilustrativa/Joá Souza/Ag. A TARDE

Um projeto que muda as regras para justificar a ausência no trabalho de pais e responsáveis por crianças em tratamento de saúde foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado Federal. A votação ocorreu na terça-feira (16).

O período não pode ser considerado falta, não gera desconto no salário e não reduz férias. O vínculo de trabalho e os direitos previstos em acordos coletivos seguem garantidos.

Pela proposta, será obrigatório apresentar atestado médico sempre que a criança, de até 12 anos, precisar de repouso e de acompanhamento durante o tratamento. O documento passa a ser exigido para justificar a falta no emprego.

O atestado deverá trazer informações como:

▶️ Período de repouso indicado pelo médico;
▶️ Confirmação de que a criança precisa de acompanhamento de um responsável;
▶️ Diagnóstico, caso não haja impedimento ético do profissional.

O texto também abre espaço para alternativas ao afastamento total do trabalho. Sempre que for possível, o funcionário poderá seguir em atividade por meio de trabalho remoto ou compensação de horas, conforme acordo com a empresa ou regras já previstas na lei.

Quando não houver jeito de manter o trabalho mesmo de forma adaptada, o responsável terá direito a uma licença de até 14 dias ao longo de 12 meses. Esse afastamento pode ser usado de uma vez ou dividido.

A proposta, de autoria de Alencar Santana (PT-SP), teve parecer favorável de Denise Pessôa (PT-RS).

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