
Moradores do Nordeste de Amaralina agora têm acesso a um novo serviço voltado à resolução pacífica de conflitos e à orientação sobre direitos. Foi inaugurado, nesta terça-feira (27), no Centro Social Urbano (CSU) do bairro, o Escritório Popular de Mediação de Conflitos, iniciativa do Juspopuli – Escritório de Direitos Humanos.
O espaço funciona como um ponto de escuta e diálogo, buscando soluções consensuais sempre que possível. Os atendimentos são gratuitos, não exigem marcação prévia e ocorrem em dias e horários específicos: às terças-feiras, das 8h às 12h; quartas, das 13h às 16h; e quintas-feiras, das 8h às 12h.
Durante a abertura oficial, foram entregues certificados aos participantes das oficinas de formação em mediação de conflitos. Os mediadores também receberam um exemplar da obra Declaração Universal dos Direitos Humanos – o que dizem as palavras, publicação mais recente do Juspopuli.

A inauguração reuniu moradores da comunidade, mediadores populares e pessoas que participaram do processo formativo, além de representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA).
Presente no evento, a coordenadora de Direitos Humanos da SJDH, Maria Fernanda Cruz, destacou a relevância do novo equipamento para fortalecer a convivência social. Segundo ela, “vivemos um período marcado por muitos conflitos, nas relações familiares, nas comunidades e também no ambiente de trabalho, o que torna fundamental a existência de espaços que priorizem a escuta das pessoas”.
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Já o coordenador dos Centros Sociais Urbanos da Bahia, Gildásio Bravo, chamou atenção para a parceria entre o CSU e o Juspopuli, ressaltando que “a iniciativa amplia o acesso da população local a mecanismos de diálogo e resolução pacífica de conflitos”.

Para a presidente do Juspopuli, Marília Lomanto Veloso, a iniciativa reforça o potencial do Nordeste de Amaralina como território de construção coletiva. “Esse projeto mostra que o Nordeste de Amaralina é um espaço de diálogo e de ações positivas, fortalecendo a convivência comunitária”, afirmou.
O Escritório Popular faz parte do projeto Direitos Humanos e Mediação Popular de Conflitos para Convivência Comunitária Sustentável, desenvolvido pelo Juspopuli em conjunto com as secretarias estaduais de Justiça e Direitos Humanos e de Assistência e Desenvolvimento Social. O CSU foi cedido para sediar as atividades, que contam com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Lídice da Mata.
