
Dentro e fora dos ringues, a atleta baiana Adriana Araújo, primeira mulher boxeadora a conquistar uma medalha, nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, continua representando e dando orgulho à Bahia. Na quinta-feira (25), a pugilista, natural de Salvador, marcou presença na sede da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) e abraçou a campanha “Olimpíadas da Doação”, ao fazer doação de sangue.
A iniciativa é mais uma estratégia da Hemoba para mobilizar a população a ajudar na reposição dos estoques sanguíneos, que seguem críticos e continuam preocupando os profissionais da instituição, como conta o médico Luiz Gonzaga Catto, diretor-geral da Hemoba.
"A necessidade de sangue é constante. Nós precisamos estar o tempo todo com os nossos estoques adequados para dar o suporte transfusional para a população. E, momentos como esse, nos ajudam muito em trazer pessoas que possam servir de exemplo e lembrar toda a população que a gente precisa dessa doação, que a gente precisa desse momento e que a gente está aqui esperando esse ato de cidadania, benevolência e empatia", declarou.
A falta de bolsas para todos os tipos de sangue ( B+, B-, O+ e O-) é muito recorrente no estado, o que afeta diretamente o quadro de saúde de pacientes que estão hospitalizados com necessidade dessas doações. Na Bahia, a Hemoba atende grandes unidades médicas como o Hospital do Subúrbio (Salvador), Hospital Estadual Costa das Baleias (Teixeira de Freitas), Hospital Geral Clériston Andrade (Feira de Santana), Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho (Irecê), dentre outros.

E foi consciente da importância desse ato solidário que a atleta Adriana Araújo, mesmo com a agenda cheia, já que em poucos dias precisará embarcar para Paris, onde disputará as Olimpíadas 2024, tirou um tempo para cumprir com seu papel de cidadã e baiana.
"O segundo mandamento que Deus deixou é amar o próximo. E esse amar o próximo tem que ser na prática, né? E como sangue é vida, temos que salvar vidas. Eu que já me sacrifiquei tanto, lutei tanto pra poder conquistar essa medalha olímpica. Acho que esse sacrifício, agora, pra estar aqui vale muito a pena. Essa representatividade para que as pessoas também se inspirem em virem aqui fazer essa doação para salvar vidas”, disse a atleta.
Outros exemplos
Há 13 anos que o motorista Rafael Lopes segue de mãos dadas com esse ato solidário. Ele foi uma das pessoas que estiveram presentes, ontem, na Hemoba, para realizar doação. "Eu fiz essa aliança com Deus, que todo ano que eu fizesse aniversário, nessa data, 25 de julho, eu ia agradecer a Deus doando sangue. E doar sangue é um ato de amor. Então há 13 anos que eu pratico esse ato de amor, vindo aqui no Hemoba", disse ao MASSA!.

Já Deivison Argolo é farmacêutico bioquímico da Hemoba. Ele, que já é doador de plaquetas há mais de um ano, contou sobre a necessidade de contribuir com os estoques da instituição.
"A cada 15 dias esse tipo de doação pode ser feita novamente. A baixa demanda faz com que a gente, também, seja estimulado a doar. Essas plaquetas são responsáveis pela coagulação. Elas são separadas e destinadas aos pacientes que têm problemas de coagulação, de sangramento intenso por conta de dengue, baixa de plaquetas. E, para não precisar tomar uma bolsa de sangue completa e tomar todos os componentes, a gente prioriza esse concentrado de plaqueta que é mais importante no momento", explicou.
