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“Olhares da Favela: Memórias Fotográficas do Bairro da Paz”. - 21/11/2023, 00:01 - Maria Laura S. de Souza

Livro resgata história e memórias do Bairro da Paz

A obra é uma criação coletiva de alunos moradores do local, coordenada por Alfons Heinrich e Anayme Aparecida

Em alusão ao Dia da Consciência Negra, acontece o lançamento do livro: Olhares da Favela: memórias fotográficas do Bairro da Paz.
Em alusão ao Dia da Consciência Negra, acontece o lançamento do livro: Olhares da Favela: memórias fotográficas do Bairro da Paz. |  Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Na tarde desta segunda-feira (20) foi lançado o livro “Olhares da Favela: Memórias Fotográficas do Bairro da Paz”. A obra é uma criação coletiva de alunos moradores do local, coordenada por Alfons Heinrich e Anayme Aparecida. As imagens buscam retratar a experiência visual do bairro, da comunidade e sua vivência. A produção do material foi realizada em parceria com a Escola Baiana de Comunicação, e o livro pode ser adquirido em formato e-book no site www.baianadecomunicacao.com.

O livro contém 124 páginas com imagens coloridas e preto e branco, que remetem a história, pessoas, lugares e a transformação do Bairro da Paz, tanto na geografia, quanto na percepção dos moradores sobre o direito à moradia. Paulo Filho, organizador e apoiador do projeto, explica que os autores fizeram um mapeamento com pontos estratégicos e simbólicos do bairro para escolher os locais de registro. “Cada fotógrafo escolheu um ponto do bairro para registrar, e também expressaram em palavras o que significou essa experiência”, completa.

Lançamento do livro, Olhares da Favela
Lançamento do livro, Olhares da Favela | Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Para Paulo, a proposta foi mostrar o Bairro da Paz por meio da ótica das pessoas que vivem o cotidiano, fazendo uma contra narrativa do estereótipo. “O bate-papo do lançamento tem exatamente o objetivo de mostrar para os convidados a importância de conhecer a história do lugar, a valorização da cultura local e dos seus moradores, além de contribuir no memorial e legado do bairro”, confirma.

Alfons considera que o Bairro da Paz é um lugar com beleza rica, e que pode não ser percebida por quem não mora no local. “Existe uma beleza intrínseca, pulsante, que só o olhar de quem vive ali consegue capturar, e o resultado das fotos do livro é revelador, eles [os alunos] conseguiram capturar essa intensidade, e está maravilhoso, o mérito é todo deles”, opina.

Data: 20/11/2023
Data: 20/11/2023 | Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

A iniciativa de produzir o livro se deu em um curso de fotografia promovido pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia por meio do Qualifica Bahia. De acordo com Alfons, as aulas puderam ser mais ricas graças ao apoio das instituições públicas do bairro. “As aulas aconteceram entre outubro e novembro com 20 alunos e foi uma turma deliciosa, fluiu, a gente mergulhou de cabeça na fotografia, a maioria nem tinha conhecimento prévio”, revela.

No decorrer da produção, os alunos puderam usar o estúdio de fotografia da Escola Baiana, além do equipamento de edição de fotos e editoração do livro. “Também usamos as câmeras da Escola, além de duas câmeras dos próprios alunos e os celulares deles também”, relata Alfons.

Em alusão ao Dia da Consciência Negra, acontece o lançamento do livro: Olhares da Favela: memórias fotográficas do Bairro da Paz.
Em alusão ao Dia da Consciência Negra, acontece o lançamento do livro: Olhares da Favela: memórias fotográficas do Bairro da Paz. | Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Todos os autores do livro são moradores e ex-morador do Bairro da Paz. Para Alfons esse fator é importante pelo sentimento de pertencimento e territorialidade. “O Bairro da Paz está bem servido de fotógrafos maravilhosos! Eu estou super orgulhoso dessa galerinha”, completa.

Bira Mends, um dos colaboradores, relata que a produção do livro agregou em sua carreira profissional. “Estar dentro da minha própria comunidade envolvido desse projeto é mais que uma realização, e ainda mais podendo fotografar alguns pontos do bairro que fazem parte da minha história, é surreal”, conclui.

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