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grave - 11/12/2023, 12:30 - Da Redação

Jovem morre após lesionar tornozelo no baba; família acusa hospital

Fabiana Barros Santana, tia do menino, abriu um boletim de ocorrência na Justiça

Arthur Barros da Silva fraturou a perna direita jogando bola
Arthur Barros da Silva fraturou a perna direita jogando bola |  Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Arthur Barros da Silva, de 12 anos, morreu após dar entrada no hospital, em Guarujá, no interior de São Paulo, com uma fratura no tornozelo. Apesar da lesão sofrida no 'baba' ter sido o motivo da internação, o atestado de óbito indica que o garoto morreu de insuficiência respiratória aguda, tromboembolismo pulmonar, além da fratura da perna direita. Os familiares do jovem ficaram arrasados com a situação e acusaram o hospital de negligência médica.

Fabiana Barros Santana, tia do menino, contou ao g1 que o sobrinho havia se machucado na aula de educação física e, após dois dias com dor, levaram ele para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária. No local, disseram que não havia fratura, apenas uma luxação, e passaram remédios para dor.

Porém, as dores persistiram, então levaram o garoto de volta à UPA para fazer um pedido de transferência para o Hospital Santo Amaro. Chegando lá, um raio-x mostrou uma fratura na perna direita, perto do tornozelo. Os médicos imobilizaram a região e deram medicação antes de liberá-lo.

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Mesmo com os remédios, Arthur continuou sentindo fortes dores por dois dias e foi levado para uma unidade da UPA de enseada. Lá, mandaram ele de volta para o HSA, onde foi internado. O jovem passou a noite medicado, passando mal e, após negativa da médica de ir vê-lo, morreu na manhã daquele dia.

"No decorrer da madrugada, ele já vinha passando mal e eu pedi que a médica subisse pra avaliá-lo, mas ela falou que não iria porque ele já estava mais do que medicado. A médica não subiu e, na manhã do dia seguinte [27 de novembro], meu sobrinho veio a óbito”, contou a Tia.

Jovem morreu após passar mal na madrugada e médica se recusar a vê-lo
Jovem morreu após passar mal na madrugada e médica se recusar a vê-lo | Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Meteu na justiça

Fabiana abriu uma denúncia na Delegacia Sede de Guarujá sobre a morte do sobrinho, e contratou o advogado Airton Sinto para o caso, alegando ter sido negligência médica, culpando a UPA da Rodoviária, por não identificar a fratura e a médica do HSA, por não atender o garoto quando precisava.

A Prefeitura de Guarujá lamentou morte do jovem, oferecendo condolências à família. Em nota, eles confirmaram o ocorrido e afirmaram que "foi aberto um processo administrativo para apuração".

Já o Hospital Santo Amaro mencionou que há uma reclamação na Ouvidoria envolvendo a médica citada, porém sem queixas em relação ao serviço da instituição.

"Em relação ao evento, o trâmite inicia com o caso seguindo para análise da Comissão de Óbito, com a queixa registrada no setor de ouvidoria anexada. Aguarda-se o resultado e, de acordo com o apontamento desta comissão, o caso segue à Comissão de Ética, para devidas providências. Tratam-se de comissões apropriadas para investigar o evento", dizia o final do comunicado.

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