
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), esteve na manhã deste sábado (28) no local onde um incêndio atingiu parte de um prédio residencial na sexta-feira (27), no bairro do Stiep. O fogo deixou cerca de 90 moradores fora de casa. A visita foi acompanhada por equipes técnicas da Prefeitura de Salvador, incluindo a Defesa Civil de Salvador (Codesal). O gestor municipal informou que as famílias estão sendo acompanhadas emocionalmente e financeiramente.
Durante a vistoria, o prefeito explicou as medidas emergenciais adotadas e falou sobre os próximos passos para definir o futuro do imóvel. Segundo ele, o acesso às áreas internas do prédio só será liberado neste domingo (29), quando a Codesal poderá iniciar uma análise mais detalhada da estrutura.
“A partir de amanhã, teremos acesso ao prédio com as equipes técnicas. Já contratamos, inclusive, um estruturalista para avaliar a situação do imóvel e concluir se será necessária a demolição ou se ele poderá ser reconstruído”, afirmou Bruno Reis.

De acordo com o prefeito, quatro prédios da região foram isolados por segurança. Um laudo técnico preliminar deve ficar pronto até o meio da próxima semana e será fundamental para apontar a extensão dos danos e as providências necessárias.
“A olho nu, sabemos que um dos prédios está comprometido. Há dúvidas sobre outro, enquanto dois parecem não ter sido afetados estruturalmente. Mas só depois do laudo teremos certeza do tamanho do problema e das soluções cabíveis”, completou.
Leia Também:
Acompanhamento das famílias
Ao falar sobre o impacto do incêndio, Bruno Reis destacou o abalo emocional e as perdas materiais das famílias atingidas. Segundo o gestor, muitas pessoas chegaram ao local muito emocionadas ao verem seus lares destruídos.
Ele afirmou que a Prefeitura de Salvador já iniciou o atendimento emergencial, oferecendo apoio emocional e ajuda financeira aos desabrigados.
“De imediato, oferecemos a elas as nossas unidades de acolhimento e o aluguel social. As famílias preferiram ir para casas de parentes. Algumas, inclusive, já solicitaram o auxílio emergencial do município para comprar eletrodomésticos e móveis perdidos; outras demandaram um auxílio alimentação do município e com medicamentos. Estamos oferecendo todo o apoio e suporte”, disse o prefeito.

O prefeito afirmou que a decisão sobre a realocação definitiva dependerá do laudo estrutural. Parte das famílias possui seguro habitacional, mas muitas não têm cobertura e, nesses casos o apoio direto do município será fundamental.
“Se houver necessidade de realocação definitiva, a Prefeitura vai estudar como apoiar essas famílias, seja reconstruindo, seja garantindo outro imóvel em empreendimentos que estamos entregando na cidade”, afirmou.
Antes de ir ao Stiep, Bruno esteve no bairro do Cassange, onde estão previstas as entregas de 720 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida entre julho e outubro. Segundo ele, existe a possibilidade de que parte das famílias afetadas pelo incêndio seja realocada nesses novos empreendimentos.
