
O ano de 2026 segue com um cenário de pressão no transporte público em Salvador. Em meio à campanha de reajuste salarial, os rodoviários da Bahia intensificaram as cobranças e vêm realizando assembleias desde abril. O movimento avançou para novas rodadas de negociação ao longo de maio, mas sem acordo entre as partes, o que mantém a categoria em alerta para a possibilidade de entrar em estado de greve.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários da Bahia, uma nova reunião está marcada para a terça-feira (19), quando representantes dos trabalhadores e das empresas de ônibus devem voltar a se reunir para definir os próximos passos do processo.
O que está na pauta dos trabalhadores
Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão:
➡️ manutenção de todos os direitos já conquistados, sem cortes;
➡️ reposição da inflação com 5% de ganho real;
➡️ aumento no valor e na quantidade do ticket alimentação;
➡️ redução da jornada diária para seis horas;
➡️ revisão das escalas de trabalho e da chamada “carta horária”;
➡️ fim das jornadas consideradas excessivas;
➡️ melhorias nas condições de trabalho, saúde e ambiente laboral;
➡️ gratuidade no transporte;
➡️ estabilidade pré-aposentadoria;
➡️ implantação de turnos fixos e possibilidade de troca de linha;
➡️ gratificação durante grandes eventos;
➡️ prêmio de assiduidade;
➡️ complemento do plano de saúde;
➡️ implantação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
➡️ implantação de day off.
O encontro ocorre após uma tentativa anterior de negociação, realizada na sexta (15), que terminou sem consenso. Segundo a associação, houve resistência do setor patronal em relação às propostas apresentadas pelos trabalhadores.
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“Não temos a mínima condição de aceitar nenhuma pauta dos trabalhadores neste ano.”, relatou um representante das empresas de ônibus.

Greve pode ocorrer a qualquer momento
A avaliação do sindicato é de que a postura das empresas tem dificultado o avanço das negociações. O posicionamento foi classificado como “desrespeitoso e intransigente”. Mesmo assim, as conversas devem continuar, embora já haja a indicação de que outras medidas podem ser consideradas caso não haja alteração nesse cenário.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, caso as negociações não avancem, uma greve pode ser deliberada na sexta (22) da próxima semana.
