
Usuários do KIM+, aplicativo de mobilidade urbana usado para recarga de cartões de transporte público em Salvador e de outras cidades do Brasil, têm utilizado as redes sociais para relatar supostas instabilidades por parte da ferramenta.
Na capital baiana, as reclamações têm sido de passageiros que usam o aplicativo para fazer recargas do SalvadorCard, bilhete eletrônico utilizado para pagar passagens de ônibus, transporte complementar (STEC), BRT e metrô. Conforme denúncias expostas na internet, os valores que estão sendo colocados por meio da ferramenta não estão sendo creditados no cartão de passagem.
"O Kim está roubando. Coloco recarga e não entra. Quero saber quando vou ser ressarcida", escreveu uma seguidora.
Na sequência, uma outra internauta fez uma reclamação semelhante. "Fiz uma recarga no Kim e meu valor não apareceu. Quero ver como vai ficar".
Apesar dos relatos dos usuários, o KIM+, por meio de nota enviada ao MASSA!, esclareceu que não é prestadora do serviço de transporte público, nem emissora, administradora ou gestora dos cartões SalvadorCard e Metropasse.
"A atuação da plataforma consiste em receber o pedido de compra feito pelo usuário, processar as informações necessárias e encaminhar a solicitação aos sistemas responsáveis para que o crédito seja disponibilizado conforme as regras e tecnologias próprias do ecossistema de bilhetagem", pontuou a empresa.
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Ainda no informativo, a empresa alegou que o processo de recarga envolve diferentes etapas, desde a confirmação do pagamento até a disponibilização do crédito para uso no cartão de transporte. “Essa operação conta com a participação de múltiplos atores e integrações externas, incluindo instituições financeiras, bancos”.
KIM diz que app está ok
A reportagem do MASSA! também procurou a Secretaria de Mobilidade (Semob) de Salvador que, por meio da assessoria de comunicação, informou que "a situação não é um problema no SalvadorCard, e sim no sistema da KIM".
A KIM, por sua vez, disse que nenhum relato de usuário é tratado como irrelevante, porém, "até o momento, não há registro de indisponibilidade generalizada do aplicativo KIM+ que impeça a realização de recargas. O que pode ocorrer, em casos específicos, é a necessidade de validação, atualização posterior ou reprocessamento da carga, considerando as etapas técnicas e operacionais envolvidas no processo”, destacou na nota.
