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Perrengue! - 22/10/2022, 06:30 - Antonio Dilson Neto

Galera da Baixinha de Santo Antonio sofre para conseguir pegar o buzão

De acordo com denúncias, a localidade tem apenas uma linha e a espera passa de 1h40

Moradores passam até 1h40 à espera do buzão
Moradores passam até 1h40 à espera do buzão |  Foto: Olga Leiria / Ag. A Tarde

Moradores do bairro de São Gonçalo vêm sofrendo com a dificuldade para utilizar o transporte público na região. A grande queixa é que só há uma única linha para atender a localidade conhecida como Baixinha de Santo Antônio. Além de só haver essa linha, moradores reclamam da longa espera pelo ônibus, que chega a durar mais de 1h. Além disso, quem mora nas regiões intermediárias do bairro precisa percorrer distâncias para chegar aos pontos de ônibus, seja na Baixinha ou na rua principal do São Gonçalo.

Os cerca de 12 mil moradores da Baixinha de Santo Antônio enfrentam graves problemas de mobilidade em seus percursos diários. Além da demora dos ônibus e a distância dos pontos, os moradores reclamam que, para chegar na estação de metrô mais próxima, a do Retiro, precisam atravessar uma pista movimentada, com alto risco de acidentes. Os moradores afirmam, também, que a região entre a Baixinha e a Estação é bastante perigosa, o que acrescenta mais um obstáculo para quem precisa se deslocar.

Mônica Moraes, de 37 anos, precisou sair de casa para comprar um remédio para a filha e enfrentou uma espera de mais de 1h30 por um ônibus. “É sempre assim, essa dificuldade para conseguir um transporte. Para voltar, tenho que descer lá em cima e descer andando, são quase 20 minutos até minha casa. Ou vir de metrô e correr o risco de ser assaltada no caminho”, relatou.

“Não tem como ficar num ponto desse à noite esperando um ônibus mais de uma hora. Além de tudo, não é um transporte que deixa na porta de casa, a gente ainda precisa se aventurar e entrar andando por aí, subindo essas ladeiras enormes”, disse Maria Helena Silva Santos, de 55 anos, moradora da região. “Esqueceram de nós completamente. Tanta gente que mora aqui e esse descaso, é uma vergonha”, criticou.

Imagem ilustrativa da imagem Galera da Baixinha de Santo Antonio sofre para conseguir pegar o buzão
Foto: Olga Leiria / Ag. A Tarde

Os moradores apontam, ainda, que há um posto de saúde na região, mas que o acesso é muito difícil para usuários e trabalhadores da unidade. “Uma pessoa idosa ou deficiente que precise de atendimento ou vem de uber ou sofre bastante para conseguir chegar. É um absurdo isso”, declarou Roseli dos Santos, de 52 anos. Além disso, Roseli comenta que muitos alunos que estudam à noite nas escolas da região, especialmente na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos) acabam por abandonar os cursos em função dos riscos e dificuldades de esperar transporte.

Márcio Vitorino, líder comunitário da região, afirma que a comunidade já procurou os órgãos competentes para solicitar mais ônibus na região ou a modificação do trajeto das linhas para atender mais moradores sem, entretanto, ter sucesso. “A resposta é sempre a mesma, que temos a integração e que poderíamos usar para o deslocamento. Mas com esse tempo de espera, além de não valer a pena, não faz sentido. Usar a integração dentro do mesmo bairro não é funcional”.

“O que a gente pede é que a linha que vai do final de linha do São Gonçalo até a Estação Acesso Norte, transite aqui pela parte de baixo também. Isso já resolveria muito porque as pessoas que moram na parte inferior do bairro não sofreriam tanto para conseguir se deslocar para qualquer lugar”, acrescentou Vitorino.

Nota oficial

Através de nota, a Secretaria de Mobilidade (SEMOB) respondeu que “os moradores dessas localidades têm como opções, além dos ônibus da linha Conj. ACM Arraial do Retiro / Metrô Retiro Bom Juá (1204), pegar ônibus na Av. Luís Eduardo Magalhães (linha 1055 - Estação Mussurunga / Ribeira São Joaquim) ou no fim de linha do São Gonçalo (linha 1118 - Terminal Acesso Norte / São Gonçalo). É possível, ainda, fazer a integração dos ônibus que transitam nas ruas internas com os veículos das linhas que trafegam pelas duas regiões”.

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