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PELÔ EM FESTA - 14/07/2023, 19:41 - Pedro Moraes- Atualizado em 14/07/2023, 20:42

Festival do Olodum sacode raízes do Pelô com atividades diversificadas

A abertura do Festival do Olodum aconteceu nesta sexta-feira (14), no Centro Histórico de Salvador

A abertura do Festival do Olodum aconteceu nesta sexta-feira (14), no Centro Histórico de Salvador
A abertura do Festival do Olodum aconteceu nesta sexta-feira (14), no Centro Histórico de Salvador |  Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Percussão, dança, arte, cultura. Quatro elementos compõem o ambiente memorável do Pelourinho, situado no Centro Histórico de Salvador. Entre esta sexta-feira (14) e este domingo (16), o 'Pelô' receberá o Festival de Música e Cultura do Olodum (FEMADUM). Durante o evento, diversas atividades serão realizadas pelas ruas, becos e vielas da localidade.

Somente no primeiro dia de festa, cinco atividades ocorreram em espaços distintos no Pelourinho. Todas elas tinham a projeção de valorizar e estimular a comunidade afrodescente. Entre elas, no período vespertino, Negra Jhô, um dos principais símbolos de resistência e afirmação de identidade da Bahia, promoveu um workshop de turbantes e amarrações.

Pegue a visão

Em entrevista ao Portal MASSA!, ela mencionou que a oportunidade de unir diferentes pessoas é gratificante. “Esse momento uma elegância por ter pessoas de vários estados, países. A gente falar da nossa história com pessoas de outra epiderme é gratificante. Aqui eles entendem o valor da nossa ancestralidade, da nossa pele negra, do acolhimento. Com esse workshop dentro do FEMADUM, tenho certeza que isso terá vidas mudando aqui dentro do nosso espaço, pelo fato de trazermos o axé, a verdade, os valores ancestrais, né? Aqui é onde o tambor bate e o coração bate junto”.

Vai perder?

Nesta sexta, paralelamente ao workshop, a palestra “Hip Hop - Arte Urbana - Uma cena periférica - de 70 para 23; Me conte aí”, ocorria na Casa do Hip Hop. Sob comando de DJ Branco, o evento celebrou o espaço de luta e resistência do Pelourinho. Para ele, o espaço está conectado à falta de equipamentos públicos nas comunidades.

“Todo o estado da Bahia é muito precário de equipamentos públicos nas comunidades, não existem equipamentos de lazer nem de esportes. Quando o festival de música dialoga com a periferia fortalece a cena que existe na periferia, porque aqui hoje a gente faz uma ação com Olodum. Isso vai para além da arte e do entretenimento. Acreditamos na arte como instrumento de educação, um instrumento de transformação, um instrumento de resgate da autoestima e o instrumento de e elevação da consciência. A casa do hip hop aqui hoje está à disposição para vários artistas da comunidade de periferia, de forma a fomentar o desenvolvimento dessa cultura, dessa arte que pulsa, que nasce na periferia”, mencionou.

Hip hop na cena

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“Maior festival de música afro-brasileira”

Com o tema “O Tambor Cidadão na Construção da Musicalidade Afro-Brasileira’, o FEMADUM tem programação aberta ao público. A expectativa é que cerca de 10 mil pessoas tenham acesso à arte, cultura, lazer e entretenimento no local.

Existente há quatro décadas, o evento é o maior festival de música afro-brasileira, segundo o presidente executivo do Olodum, Jorginho Rodrigues, em entrevista exclusiva ao Portal MASSA!.

Aspas

“É uma alegria para gente voltar às ruas do Pelourinho depois de dois anos sem realizar o FEMADUM. Estamos felizes porque a expectativa de público é grande, mas o evento em si é maior ainda, pois é o maior festival de música afro-brasileira fora da África e a gente vai fazer desse ano uma edição comemorativa. Nós estamos vivos, fortes e atuais. Esse é o papel do principalmente no centro histórico”, analisa.

Na visão do companheiro de gestão, Marcelo Gentil, responsável pela administração das relações internacionais do Olodum, o festival abre as portas para que os comerciantes façam o que ele chama de “13° salário”.

Aspas

“É um momento especial para nós e para os moradores do Pelourinho e do entorno. O FEMADUM tem a capacidade de fazer com que os moradores daqui e das redondezas aumentem as suas vendas nesse período, tanto aqueles que têm estabelecimentos quanto os ambulantes. Se você vier ao Pelourinho no sábado e domingo, vai ver que estará florido de barracas e venda de bebidas, tira-gostos, churrasquinhos, refrigerantes. Muita gente fala que esse período representa para eles uma espécie de décimo terceiro”, declara.

Para fechar com chave de ouro o dia inaugural do FEMADUM, um cortejo saiu das ruas do Pelô até o Cruzeiro de São Francisco. Grupos como a Banda Didá, Batuque Obinrin - Ciranda dos Tambores, além do Grupo Maracatu Rosa dos Ventos e As Filhas do Som marcaram presenças.

Pegue a visão

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