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Além da dor, a burocracia - 25/08/2023, 06:00 - Amanda Souza

Família faz vaquinha para realizar translado de Filiphe Braga

Parentes do gastrólogo precisa passar ainda pelas questões burocráticas e financeiras que envolvem o translado do corpo para o Brasil

Filiphe Braga, de 29 anos, morreu em Malta, uma ilha ao sul da Itália
Filiphe Braga, de 29 anos, morreu em Malta, uma ilha ao sul da Itália |  Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma família de Santo Antônio de Jesus está enfrentando uma angústia que ultrapassa fronteiras: repatriar um corpo de um ente querido que faleceu na Europa. Filiphe Braga, de 29 anos, morreu em Malta, uma ilha ao sul da Itália. Agora, além da dor da perda, a família do gastrólogo precisa passar ainda pelas questões burocráticas e financeiras que envolvem o translado do corpo para o Brasil.

Ana Elizabeth Ávila, prima de Filiphe, conta que o jovem foi à Europa em busca de novas oportunidades e melhora de vida. “Ele sempre se esforçou muito, se formou gastrólogo e no início de maio foi pra lá tentar uma vida nova”, disse

Mas na última semana a família de Filiphe foi surpreendida com uma triste notícia. As informações recebidas apontam que ele teria sofrido uma parada cardiorrespiratória no dia 16/08, estava sozinho e demorou para ser socorrido. No hospital, o jovem chegou a ser reanimado e intubado, mas, na sexta-feira (18), uma tomografia constatou uma morte cerebral.

A notícia só chegou ao Brasil na segunda-feira (21), depois que os aparelhos que mantinham Filiphe vivo foram desligados. Aí a família começou uma verdadeira saga para trazer o corpo do ente de volta para a sua terra natal e poder fazer o sepultamento.

Toda logística, no entanto, além de burocrática, tem um custo elevado, que gira em torno de R$ 60 mil, e a família não pode bancar. “A partir daí começamos, mesmo com a família extremamente abalada. Aí começou a luta em fazer a vaquinha”, contou Ana.

Imagem ilustrativa da imagem Família faz vaquinha para realizar translado de Filiphe Braga
Foto: Reprodução Redes Sociais

Saiba como ajudar
Para custear esse processo, a família criou uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar o valor necessário para cobrir toda a logística de documentação, translado, velório e sepultamento de Filiphe. Até o fechamento desta edição, a vaquinha virtual já havia arrecadado R$ 35 mil, pouco mais da metade da meta. Os interessados em colaborar podem acessar o site vakinha.com.br e buscar pelo ID 3970732. “Minha família é muito carente, não temos como custear sozinhos. Mas as redes sociais e as pessoas são ferramentas poderosas, acredito que vamos conseguir”, disse Ana.

Itamaraty não custeia translado

Em caso de morte de brasileiros no exterior, os consulados e o Itamaraty podem oferecer apoio na expedição de documentos e trâmites gerais, mas o custeio das despesas com o traslado do corpo não é garantido. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores se colocou à disposição da família de Filiphe para prestar assistência consular, mas ressaltou que cabem à família as questões relacionadas ao resgate do corpo.

“O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos”, diz a nota.

O custeio pelo poder público do traslado do corpo de brasileiros falecidos no exterior só ocorre em situações em que ocorreu morte por violência ou por algum tipo de violação dos direitos humanos; outra possibilidade é morte a serviço da República Federativa do Brasil

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