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Revoltante! - 02/05/2023, 09:48 - Atualizado em 02/05/2023, 10:04

Família candomblecista acusa motorista de intolerância religiosa

Homem cancela corrida após ver passageiras com trajes do candomblé

Vinicius Viana
Vinicius Viana
Motorista cancela corrida de família candomblecista
Motorista cancela corrida de família candomblecista |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma família candomblecista acusa um motorista por aplicativo de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. De acordo com as vítimas, o rapaz teria negado a corrida no último sábado (29), quando viu que as passageiras utilizando trajes do candomblé.

A empresária Tais da Silva Fraga, que é uma das vítimas, solicitou a viagem para o terreiro que frequenta acompanhada de suas duas filhas, uma de 8 e outra de 13 anos, e de sua sogra, mas quando o motorista chegou para buscá-las, ele teria sido grosso e desistido da viagem.

Em entrevista para o portal O Dia, ela revelou que uma das filhas já estava com um dos pés dentro do carro quando o homem impediu sua entrada. "Nós sofremos uma grande intolerância religiosa. Solicitamos um Uber para nos levar a um terreiro que fica a cinco minutos da minha residência. Nós estávamos indo para uma cerimônia vestidas com as roupas de santo. Eu, minhas filhas e a minha sogra. Quando o Uber chegou, ele viu a minha sogra, que não estava com a roupa de santo. A única que não estava. Ela já estava embarcando no carro. Quando ela olhou para o lado esquerdo, que era o lado em que nós estávamos, ele se recusou a levar a gente e se recusou a deixar a gente embarcar. ", iniciou.

"Minha filha menor já estava com o pé dentro para o embarque. Foi muito constrangedor. Nós tivemos que sair. Eu perguntei para ele o porque que ele não queria levar a gente e ele repetiu que não ia levar, que a gente não poderia embarcar no carro dele. Eu solicitei que ele fizesse o cancelamento porque a gente já tinha pago pelo aplicativo no cartão e ele foi extremamente grosseiro. Falou para eu me virar com a Uber, que eu fizesse o cancelamento e arrancou com o carro. Logo em seguida, ele mesmo fez o cancelamento da viagem", completou.

O caso foi registrado na 59ª DP (Duque de Caxias) e encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga o crime de intolerância religiosa. A família será ouvida novamente na distrital e os agentes apuram a localização do motorista.]

Em nota, a Uber afirmou que não tolera qualquer forma de discriminação e que se coloca à disposição para colaborar com as investigações realizadas pela polícia. A empresa também informou que desativou temporariamente a conta do motorista até que o caso seja apurado.

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