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Racismo - 07/11/2022, 16:34 - Tabitha Gomes

Estudante de colégio tradicional de SP denuncia racismo

8 estudantes foram expulsos de escola após propagação de discursos de ódio em grupo do WhatsApp

Estudante denúncia discurso de ódio na escola
Estudante denúncia discurso de ódio na escola |  Foto: Reprodução/G1

As últimas manifestações bolsonaristas alimentadas por discurso de ódio estão sendo notadas também em escolas. Antônio tem 15 anos e, é estudante do colégio Visconde de Porto Seguro que fica em Valinhos, São Paulo. O jovem teve uma reação imediata após ver outros alunos insatisfeitos com o resultado do segundo turno. Os jovens divulgaram mensagens racistas e de apologia ao nazismo.

Indignado o garoto decidiu tomar uma atitude após a noite do domingo (30). Quando o resultado da eleição presidencial saiu, simultaneamente ele recebeu um alerta no celular informando que tinha sido adicionado a um grupo: chamado Fundação Antipetismo. O jovem subiu em cima de uma mesa no pátio da escola e resolveu protestar expondo o grupo de WhatsApp. A denúncia viralizou após a publicação do jornal “Ponte jornalismo”.

Na sexta-feira (4), a instituição Visconde de Porto Seguro expulsou oito alunos responsáveis pela criação do grupo. O colégio declarou por meio de nota , que combate todas as intolerâncias, e que o protesto contra Lula foi dissipado em três minutos. O advogado que representa os estudantes expulsos está contestando a decisão da escola.

O Colégio Visconde de Porto Seguro, é famoso por ser um dos mais tradicionais de São Paulo. Fundada por imigrantes alemães, a unidade escolar em que Antônio frequenta as aulas fixa em Valinhos, a 90 quilômetros da capital. A mensalidade chega a custar até R$ 4 mil.

Em um matéria exibida pelo programa fantástico ele contou: “Comecei a ver as mensagens do grupo e achei mensagens nazistas, mensagens racistas, machistas. Todo tipo de preconceito tinha lá”, afirma Antônio.

"Por ser preto, ao ler mensagens assim me sinto atingido diretamente. Quando eles fazem menções ao nazismo, isso também ataca a minha raça, porque o que aconteceu no nazismo foi um ataque não só a judeus, mas a diversos grupos sociais, tanto negros quanto mulheres”, declara o estudante.

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