
Um caso envolvendo um estudante de medicina causou revolta na população e tem repercutido nas redes sociais nesta quarta-feira (13). Tudo começou quando um rapaz, identificado como Ryan Xavier, publicou um vídeo debochando de ter que usar um “tênis branquinho” de marca, fabricado em Zurique, na Suíça, para fazer estágio em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Paço Lumiar, no Maranhão.
O aluno da Universidade Ceuma, uma unidade particular, também disse que atendia os pacientes no “c* do Maranhão”. A gravação chegou até o prefeito do município, Fred Campos (PSB), que acionou a polícia e o Ministério Público para apurar o caso, acusando o jovem de ter cometido “injúria qualificada”.
O prefeito de Paço Lumiar também assinou um documento que põe fim ao convênio com a Universidade Ceuma. A partir de agora, nenhum estudante dessa faculdade poderá fazer estágio nas unidades de saúde da cidade.
“Eu achei tão absurdo esse vídeo atacando o município de Paço, botando palavras de baixíssimo calão. A gente claramente, no vídeo, percebe o nível baixo de médico que a gente vai formar, que o estado do Maranhão vai jogar para cuidar da sociedade. É preocupante”, declarou.
Assista:
Faculdade se pronuncia e diz que alunos foram prejudicados
Após a repercussão do caso e a decisão do fim do convênio da prefeitura com a Universidade Ceuma, a instituição de ensino emitiu uma nota lamentando o ocorrido, afirmando que não aprova esse tipo de comportamento e que o caso será apurado. O estudante deve ser punido pela faculdade de acordo com as regras do Regimento Institucional.
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“Diante do episódio recentemente divulgado, a Instituição esclarece que não compactua com comportamentos incompatíveis com os princípios de respeito, responsabilidade e postura profissional exigidos de seus acadêmicos. A conduta relatada será apurada individualmente, com adoção das medidas cabíveis previstas no Regimento Institucional e no convênio de estágio firmado com o Município”, diz o texto.
Porém, a declaração também afirma que outros estudantes da unidade foram prejudicados coletivamente pelo erro que apenas Ryan cometeu, discordando do fim do convênio.
“A Universidade CEUMA lamenta ainda qualquer medida que resulte em prejuízo coletivo a estudantes sem relação com o ocorrido, especialmente diante da contribuição social desenvolvida pelos acadêmicos nos serviços de saúde”.
Veja o comunicado completo:

