
A população de Alagoinhas, no interior da Bahia, começou o sábado (31), enfrentando uma verdadeira dor de cabeça. Os rodoviários da cidade iniciaram uma greve por tempo indeterminado, deixando todos os ônibus do transporte público nas garagens. A paralisação acontece em meio a atrasos salariais e uma suposta dívida de mais de R$ 5 milhões da prefeitura com a empresa responsável pelo serviço.
Sem os coletivos nas ruas, os moradores passaram a recorrer a aplicativos de transporte, táxis e veículos clandestinos. Algumas corridas chegaram a registrar aumentos de até 200% no valor cobrado por passageiro.
O percentual, no entanto, ainda não foi confirmado por levantamento independente.
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De acordo com a empresa ATP Transportes, responsável pela operação, a prefeitura acumula uma dívida superior a R$ 5 milhões em subsídios. A concessionária também afirma estar sem óleo diesel para abastecer os ônibus e reconhece atrasos nos salários, no ticket-alimentação e no pagamento do plano de saúde dos funcionários.
Ao confirmar as informações, o presidente do Sindicato dos Rodoviários (Sindmetro), Mário Cléber, relatou que uma reunião entre representantes da prefeitura, da empresa e da categoria terminou sem solução.
Segundo ele, a gestão municipal deixou de realizar mais um pagamento previsto para sexta-feira (30). O sindicalista reforçou que os trabalhadores só devem retomar as atividades mediante garantias de regularização das pendências.

