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Aparato social - 06/03/2024, 06:00 - João Grassi

Diretor da Codesal destrincha processo de realocação da população

Em conversa com o Portal MASSA!, Sosthenes Macêdo explicou o acompanhamento de pessoas que deixam moradias próprias

Sosthenes Macêdo, diretor geral da Codesal
Sosthenes Macêdo, diretor geral da Codesal |  Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

A Defesa Civil (Codesal) e outro órgãos fazem Salvador ter a capacidade de proporcionar um aparato social para as pessoas em situação de risco por conta das chuvas. Para isso, em entrevista ao Portal MASSA!, o diretor geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, explicou com detalhes o processo de acompanhamento de pessoas que acabam necessitando de deixar as moradias próprias devido ao risco de ocorrências e possíveis situações de alto perigo para a vida.

Segundo ele, os cidadãos cadastrados no sistema da Codesal têm direito a receber auxílios para buscar aluguel de novas moradias. "Quando há necessidade de acionamento de sirene e evacuação, já existem escolas da nossa rede que já ficam pré-agendadas para uma eventual necessidade das pessoas terem imediatamente pra onde ir. Mas no nosso aparato social, após a realização da vistoria feita por um preposto da Codesal, ele identifica um risco pra que a pessoa não permaneça naquela edificação, nós apontamos a necessidade de evacuação, as pessoas vem aqui, fazem o cadastro e esse cadastro é emitido para a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), que a depender do tipo de orientação do profissional, a pessoa vai gozar do benefício do aluguel social, seja por um mês, por dois meses, pelo período da chuva, ou às vezes até que ela tenha uma nova habitação quando há necessidade, por exemplo, de demolição. Então isso é concedido de forma sistêmica. Nós realizamos a vistoria, identificamos o risco e fazemos a orientação pela saída da casa. Essa pessoa que foi orientada a sair da casa recebe um valor desse auxílio moradia que é concedido pela Sempre", detalhou.

"Quando nós temos uma evacuação em massa, temporariamente, até que ela faça o cadastro pra receber, individualmente, o seu valor, elas ficam em um abrigo do município, da prefeitura. Mas isso é temporário, mas a gente faz de uma forma que a pessoa possa fazer sua locação individual", completou.

O diretor comentou também que existe uma legislação específica para esses casos de realocação, um "processo individual" que envolve o poder público e observa as necessidade de cada pessoa. "O poder público está pagando aquele valor para ajudar, pra auxiliar naquele período em que a pessoa vai precisar ficar fora de casa. Então tem regras próprias, mas essas pessoas são acolhidas imediatamente. Aqui a gente não tem desalojado, podemos ter até o desabrigado, mas o desalojado não. As pessoas ficam sempre atentas quando tem essas orientações das equipes da Codesal, elas recebem uma notificação, chegam aqui na sede do órgão, fazem o seu cadastro e a Sempre paga esse benefício pra que ela possa alugar outra casa", continuou o diretor.

Parceiros na luta pela população

Diante das diversas situações e questões específicas envolvendo a necessidade de cada cidadão, a Codesal faz parceria com diversos outros organismos além da Sempre, sejam estes municipais, estaduais ou até privados. Tudo funciona a partir do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, que une esses órgãos para uma interação em prol da população.

Ele citou situações que ocorrem após períodos de chuva, como a possibilidade de crianças terem contato com córregos de água contaminada, o que envolve a Secretaria de Saúde, um dos parceiros. "Existe, pela legislação, o Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, que é coordenado pela Codesal. Nesse sistema, nós não temos só órgãos de secretaria da prefeitura, temos também outros, de outros entes, a exemplo do Corpo de Bombeiros, que é do Estado, a exemplo da Embasa, do estado e Coelba, que é privado. Esse sistema funciona muito bem. Sempre que há alguma necessidade de interação com algum desses organismos, imediatamente nós provocamos, imediatamente eles tomam as providências. Uma criança no córrego: risco de doença infectocontagiosa. A Secretaria de Saúde, a vice-prefeita Ana Paula Matos, que é a Secretaria de Saúde, tem sempre um cuidado muito permanente conosco a esse respeito. Então, em locais de alagamento, em locais de inundação, em locais que tenham córregos, há uma parceria com a Secretaria de Saúde, justamente com essa finalidade de observar a questão de transmissão de doença infectocontagiosas. Mas é um córrego também, e pode carregar uma criança. Então a gente tem uma relação também muito próxima, tanto com os colegas do Salvamar, da Prefeitura, quanto com os colegas do Corpo de Bombeiros", elogiou.

"Quando identificamos o risco, nós remetemos para aquele principal responsável que tenha por missão resolver aquele problema. Se for doença infectocontagiosa, Secretaria da Saúde, se for uma necessidade de um bote salva-vidas ou algo do tipo, como aconteceu em alagamentos passados na região de Piatã, que a água deu na coxa, na cintura e tinha pessoas de idade que não conseguiam sair, quem estava dando apoio lá era o pessoal do Salvamar e o pessoal do Bombeiros. Em um único caso apresentei aqui três parceiros que estão atuando conosco, além de outros como a Seman para a poda de árvore, para a limpeza de canal, Seinfra pra execução de obra de contenção e assim sucessivamente. O leque é extremamente vasto e os parceiros são extremamente solícitos e entendedores de que a sua presença na solução daquele problema se faz necessária", completou Sosthenes.

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