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Corre, irmão! - 18/01/2026, 15:44 - Artur Soares

Corrida cristã une saúde física e espiritual na capital veja como foi

Primeira edição da Corre Cristão aconteceu na manhã de hoje (18), no Jardim de Alah

Ag. A TARDE
Ag. A TARDE |  Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDE

Mais do que uma atividade física, correr também pode ser uma forma de celebrar sua fé. Na manhã de hoje (18), Salvador recebeu a primeira corrida de rua cristã do Brasil. A Corre Cristão aconteceu no Jardim de Alah e reuniu uma multidão de baianos que desejavam seu desenvolvimento físico e espiritual.

O percurso era dividido em três etapas, sendo elas a de 2,5 km, 5 km e 10 km. Para cada distância havia as categorias masculina, feminina e PCD. Os três primeiros colocados de cada modalidade levaram para casa um troféu, com o total de 27 pessoas sendo premiadas. O organizador da corrida, Claudionor Rocha, explicou que o projeto surgiu como uma forma de cumprir a vontade divina.

“Não foi uma ideia que surgiu, eu só tô obedecendo o que Deus colocou em meu coração, que era fazer uma corrida para ele e para o povo de Deus. É uma inspiração dada por Deus que estamos pondo em prática”, contou em entrevista ao MASSA!.

O que diferencia a Corre Cristão de outras iniciativas do gênero é sua base espiritual. O organizador detalha que seu objetivo não é incentivar apenas o cuidado com o corpo, mas sim com a alma.

Aspas

A principal diferença é que a gente não está cuidando apenas do corpo. Como diz em Coríntios, somos templo do Espírito Santo. Nós estamos preocupados em cuidar da alma e do espírito de todas as pessoas que estão aqui.

Claudionor Rocha

A meta agora é expandir o projeto para outras regiões do país, com a próxima edição estando marcada para o dia 8 de março, em Aracaju. Apesar disso, o organizador não vê problemas em participar de corridas que não são cristãs. “Quando Jesus Cristo veio a terra, ele falou que não veio para os sãos, mas para os doentes. Nenhum cristão pode ou deve se distanciar porque é do mundo, as pessoas tem que ir em busca de falar a verdade e para quem não conhece a verdade”, defendeu.

Correndo com o Espírito Santo

Apesar de se destacar por seu papel de evangelização, alguns também viram a Corre Cristão como uma porta de entrada para o esporte. Todos que concluíram o percurso ganharam uma medalha e o sentimento de dever cumprido. Participando de uma corrida pela primeira vez, a recepcionista Marcilene Barbosa, 42, se sentiu motivada quando descobriu que iria acontecer uma “corrida da fé”;

Aspas

É uma experiência nova e você também se desafia, porque não é só você. E também faz parte do pessoal cristão, e como eu sou cristã, também quero participar desse grupo, porque tudo isso aqui é para a glória dele.

Marcilene Barbosa

Apesar de ter interesse em correr há muito tempo, ela nunca conseguiu por conta da falta de tempo em sua rotina. Ao participar da corrida cristã, ela acredita que é como se Deus estivesse fazendo tudo dar certo para ela praticar o esporte. “Algumas corridas que eu quis participar [na época] eu estava trabalhando ou não tinha possibilidade de participar por questões financeiras. Hoje tudo fluiu, estou folgando e consegui participar”, pontuou.

A baiana defende que a Corre Cristão é uma forma de se aproximar mais de Deus. Em alguns momentos do percurso, ela relata ter sentido a presença do divino ao seu lado. “Às vezes a perna quer parar, o corpo não quer ir, mas você olha para ele e ele e dá forças. Você entende que a superação vem dele, é ele que te fortalece, te coloca ali de pé e você vai se fortalecendo olhando para ele”, detalhou.

Imagem ilustrativa da imagem Corrida cristã une saúde física e espiritual na capital veja como foi
Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDE

Celebrando a diferença

O evento também foi um local de abraço as diferenças. Deficiente auditiva, Isis da Costa, 36, conquistou o troféu de segundo lugar na categoria PCD de 2,5 km. A baiana comenta que a corrida se tornou um meio de lidar com a deficiência. “Melhora tudo, a mente, o corpo, o físico e eu sei que vai melhorar muito mais. Eu só tenho quatro meses treinando, participando de corridas, e já mudou 80% de tudo que eu estava travada”, disse.

Apesar de ter começado no esporte há pouco tempo, os benefícios já são perceptíveis para ela. O principal ponto positivo está na oportunidade de socializar com novas pessoas. Independente de ser cristão ou não, todos eram bem-vindos na Corre Cristão. O clima leve foi um dos pontos que cativaram Isis logo de cara. “É uma corrida leve, cheia de glória e da palavra do senhor. Todas são boas, mas essa é mais especial, porque a comunhão de todos juntos torna tudo melhor, faz o processo ser mais leve”, explicou.

Família cheia de fé

Qualquer um que passava pelo local conseguia perceber o número de famílias que se reuniam no Jardim de Alah. Com esse clima familiar, alguns aproveitaram para levar os pequenos para praticar esporte.

“Temos poucas corridas kids aqui em Salvador. A gente tem que aproveitar os momentos que tem corridas que valem a pena a gente pagar, porque tem muitas corridas kids que são muito caras”, contou o professor de educação física Gustavo Mesquita, 45.

Praticando corrida desde 2009, Gustavo levou seu filho de 7 anos, o pequeno Gabriel, para participar da Corre Cristão. O percurso da criançada era de apenas 500 m, mas foi repleto de diversão. “Foi interessante porque não foi uma corrida de competição entre as crianças, foi algo mais lúdico. É importante estar praticando atividade física e a gente, enquanto professor de educação física, sabe o quanto é preciso estimular neles a saúde”, apontou.

O fato da corrida ter uma base religiosa também fez com que o ambiente se tornasse mais atrativo para quem queria curtir com a família. “É uma corrida que, por ter essa questão religiosa, ela tem um olhar diferente, um cuidado diferente. Isso é importante independente da religião da pessoa. Eu não sou evangélico, sou católico, mas to aqui no meio participando independente da religião”, finalizou.

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