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Controle das chuvas - 07/03/2024, 14:00 - João Grassi

Conheça o Cemadec, setor de monitoramento que é o "coração da Codesal"

Coordenadora Alana Matos conversou com a reportagem do Portal MASSA!

O "coração da Codesal". É assim que a coordenadora Alana Matos define o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (CEMADEC)
O "coração da Codesal". É assim que a coordenadora Alana Matos define o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (CEMADEC) |  Foto: João Grassi/MASSA!

O "coração da Codesal". É assim que a coordenadora Alana Matos define o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (CEMADEC). O setor funciona para realizar o controle meteorológico de Salvador, especialmente focado em chuvas e no controle delas.

Com sistemas criados internamente baseados nas necessidades do trabalho, é possível ver de tudo sobre chuva. Esses dados auxiliam na "tomada de decisão" dos agentes para atuar em qualquer situação que ocorra na cidade, assim como possibilita tomar todo tipo de precaução.

"A gente consegue ver, por exemplo, frequência; duração. É através desse estudo que conseguimos extrair esses dados. Também olhamos muito o satélite, que são as imagens que ficam disponibilizadas pra nós vermos, por exemplo, a presença de chuvas, de nuvens carregadas, de possibilidade de pancada de chuva", detalhou Alana Matos em entrevista exclusiva ao Portal MASSA!.

O Cemadec identifica as 10 mais áreas de chuva, que são os locais da cidade mais atingidos a cada 72 horas, de onde está vindo a chuva e a intensidade dela. De lá também monitoram as estações e os índices pluviométricos. Em questão de minutos já são feitos registros, então eles não só podem constatar se choveu por agora, como também nas últimas seis horas, nas últimas 12, no último dia, nos próximos dias, e assim por diante.

"Temos um mapinha onde a gente consegue visualizar a localização das nossas estações. Temos estações pluviométricas, meteorológicas, hidrológicas e geotécnicas, todas elas espalhadas. Hoje a gente já tem 114 estações, além do nosso sistema de alerta que a gente também consegue visualizar aqui".

Alana Matos conversou exclusivamente com a reportagem do MASSA!
Alana Matos conversou exclusivamente com a reportagem do MASSA! | Foto: João Grassi/MASSA!

Apesar de também atuar na prevenção, o foco do Cemadec é principalmente o momento que está chovendo. Lá se decide existe a necessidade de acionamento de sirene, se informa sobre a mudança de nível da água, além de enviarem até mensagens de texto para comunicar a população sobre qualquer risco. Eles são responsáveis pela comunicação e que a informação sobre as chuvas chegue no máximo de pessoas possíveis.

"Daqui que a gente dispara: 'pode ir pra rua que vai estar tranquilo', 'não vai estar', 'preciso da equipe em tal área, porque lá já choveu bastante', 'preciso que os técnicos vão avaliar o risco que está acontecendo ali'. Então é daqui que sai muito das informações", indicou a coordenadora.

Segundo Alana Matos, monitorar todas as sirenes de alerta da capital baiana é "200% do foco" deles. O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) é um sistema pilar para esse monitoramento, onde se visualiza o volume das chuvas e é tomada a decisão de acionar ou não o alarme. Isso é baseado em níveis determinados pelo próprio Centro: Observação, Atenção, Alerta e Alerta Máximo. O primeiro destes níveis é a normalidade dos índices, enquanto o último significa uma emergência.

"Quando chove pouco, chove há menos de 80 milímetros, estamos na normalidade. Acima de 80 milímetros, em 72 horas, é sempre a nossa base para tomada de decisão. Com isso, a gente muda esse nível e parte para o Atenção. Acima de 120 é o nível Alerta, se passou de 150, Alerta Máximo, acionamento de sirene. Então, invariavelmente, atingiu 150 milímetros em 72 horas e tem previsão de continuidade dessas chuvas, acionamos a sirene e evacuamos as pessoas dessa localidade", finalizou a coordenadora.

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