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NA BAHIA -

Com caso de Pedro Lucas, afogamentos chegam a 40 ocorrências em agosto

Número de ocorrências por afogamento dobra em Salvador em comparação com mesmo período de 2025

Lais Machado e Bruno Dias
Lais Machado e Bruno Dias
Corpo de jovem estava desaparecido desde domingo (16)
Corpo de jovem estava desaparecido desde domingo (16) |  Foto: Bruno Dias/ Ag. A TARDE

O corpo do jovem Pedro Lucas foi encontrado na praia de Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas, quatro dias após o afogamento. Ele havia ido à praia do Buraco da Velha, no domingo (16), acompanhado de amigos, mas não retornou à faixa de areia. Além de Pedro, outro adolescente também se afogou na região.

Com os novos registros, o número de ocorrências por afogamento chegou a mais de 40 somente em agosto, segundo dados atualizados nesta segunda-feira (17).

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A tenente-coronel Patrícia Torreão, comandante do 13º Batalhão de Bombeiros Militar (13º BBM/BMar), informou, em entrevista à reportagem do MASSA!, que o número de ocorrências já é mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025. Em agosto do ano passado, foram contabilizados 18 casos.

Neste ano, o Corpo de Bombeiros já realizou pelo menos 25 salvamentos relacionados a afogamentos. Segundo a corporação, as submerções também registraram um aumento de 400% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a tenente-coronel, a maioria dos casos foi registrada em praias como Paciência e Farol da Barra. Em 2025, as praias de Jardim de Alah, Stella Maris e Farol de Itapuã também estiveram entre os pontos considerados mais perigosos da capital baiana.

Ocorrências de afogamento dispararam nas praias da Pcaiência e Farol da Barra
Ocorrências de afogamento dispararam nas praias da Pcaiência e Farol da Barra | Foto: Alfredo Filho/ Secom

Mau tempo dificultou buscas por Pedro Lucas

As buscas por Pedro Lucas começaram no domingo (16), mas foram brevemente interrompidas na segunda-feira (17) por causa do mau tempo.

"Fizemos uma busca ampliada com utilização de aeronaves, de drone, moto aquática e busca nessas galerias aqui com utilização dos próprios guarda-vidas. A família permaneceu com a gente aqui durante todos os quatro dias", ressaltou a tenente-coronel Patrícia.

Durante o período de chuvas, é comum que as ondas fiquem maiores e as correntes de retorno, mais fortes, o que pode aumentar o risco de afogamentos:

"As condições meteorológicas influenciaram bastante a dificuldade na busca, sem contar que a gente está numa região de mar aberto. Então as buscas realmente precisavam ser um pouco mais ampliadas. A gente estava trabalhando com análise de corrente para ver as possibilidades de movimentação dessa vítima."

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