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Justiça - 23/07/2026, 18:30

Clínica entra na mira da Justiça após 15 pacientes perderem a visão

Ação é contra o Município de Salvador e o Estado da Bahia

Em 2024, foram realizadas cerca de 1,8 milhão de cirurgias de catarata no Brasil
Em 2024, foram realizadas cerca de 1,8 milhão de cirurgias de catarata no Brasil |  Foto: Luciano da Matta / Ag. A Tarde/ Arquivo

O Ministério Público do Estado da Bahia moveu ação contra o Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), clínica que realizou um mutirão de catarata que deixou 15 pacientes totalmente sem visão, 6 com perda visual parcial e outros que necessitam de acompanhamento, em 26 de fevereiro deste ano.

A ação vai contra, também, o Município de Salvador e o Estado da Bahia, pois a clínica integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo contrato com o Município de Salvador e credenciamentos junto ao Estado da Bahia.

Pedidos do MP

O MP pediu, com urgência, que a justiça determine à Clivan:

➡️que não realize cirurgias oftalmológicas até que seja comprovada sua regularização;
➡️preserve a documentação relacionada aos procedimentos realizados no mutirão;
➡️e garanta assistência integral às vítimas.

Foi pedido ao Município e ao Estado, que conservem a suspensão das atividades cirúrgicas da clínica e bloqueiem novos encaminhamentos de pacientes à unidade, enquanto não for comprovada a total regularização da unidade. Além de:

➡️garantir assistência integral, contínua e individualizada às vítimas.
➡️e que ao final do processo, os três acionados promoveram a reparação integral dos danos individuais sofridos pelas vítimas e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Relembre o Caso

No dia 26 de fevereiro de 2026, a Clivan, clínica localizada na Avenida Garibaldi, realizou mais um de seus mutirões de cirurgias de catarata, com 138 atendimentos. Dias após o procedimento, cerca de 30 pacientes denunciaram dores intensas, dificuldade para enxergar e até mesmo sangramentos nos olhos depois de passarem por cirurgias de catarata no local.

As investigações indicam a possibilidade de haver outras vítimas ainda não identificadas.

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