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Tem espetáculo? Tem, sim senhor! - 08/12/2023, 12:22 - Da Redação

Circo Picolino retoma atividades públicas em dezembro

Apresentação é resultado de residência artística com 10 artistas baianos e nacionais através do edital Bicentenário da Independência

Circo Picolino retoma apresentações em Salvador
Circo Picolino retoma apresentações em Salvador |  Foto: Divulgação

Vida, Morte e Renascimento. 38 anos de produção e formação circense. Dos ventos em brisa-mar, muitos foram os artistas que deste porto desbravaram potências artísticas e aportaram em outras picadeiros pelo mundo. O Circo e Escola Picolino, que hoje encontra-se ilha em meio à um canteiro de obras em Pituaçu, permanece sendo um celeiro para as artes circenses, muitos cresceram nele e alguns que se aproximaram nos últimos anos. É a partir destes que o Picolino resiste, reinventa-se e que poderemos assistir nos próximos dias 16 e 17 de dezembro, 17h, a um espetáculo circense contemporâneo, que traz uma diversidade de técnicas circenses, incluindo aéreos, acrobacias, equilibrismo e outras expressões artísticas. A entrada é gratuita e pague quanto puder.

O espetáculo, resultado de uma residência artística contemplada pelo edital Diálogos Artísticos –Bicentenário da Independência na Bahia e tem apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura (Funceb/SecultBa), conta com um elenco de linguagens artísticas diversas - Alice Cunha, Any Gonçalves, Ed Carlos, Felipe Cerqueira, Lara Boker, Luana Tamaoki Serrat, Marcelo Galvão, Nina Porto, Pedro Silva e Yerko Haupt.

A obra tem como mote os atuais processos do circo e as desafiantes convivências, existências e resistências diante das obras de requalificação da Orla de Pituaçu, que podem vir a deslocar o picadeiro para outro espaço. O Picolino está aterrado há mais de 20 anos no mesmo local. A fonte de inspiração é a palavra "mudança" e toda a sua complexidade social.

“O Picolino está prestes a mudar de local, uma transformação que ecoa como uma jornada de vida, morte e renascimento. É uma despedida emocionada de um circo que deixou sua marca ao longo de 38 anos, uma celebração aos ancestrais mais próximos, como Anselmo Serrat e Clóvis Gonçalves. Cada artista residente traz consigo a mudança pessoal como bagagem para a cena”, pontua a artista circense Nina Porto, também publicitária.

O espetáculo é o resultado do encontro de 10 artistas de várias gerações e formações circenses diversas, sendo notável que 90% deles foram formados ou passaram pela Picolino. A dança e a música irão desempenhar papéis fundamentais, enquanto o público testemunhará uma diversidade de técnicas circenses, incluindo aéreos, acrobacias, equilibrismo e outras expressões artísticas.

O espetáculo é uma obra coletiva que tem como provocação dramatúrgica a certeza que o Circo, através do Picolino, continua a cumprir sua missão. “Com este projeto queremos defender a ideia de que sejam implementadas políticas públicas mais efetivas para apoiar os circos na Bahia”, realça o coletivo, ao recordar que, em 2007, o Picolino recebeu da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural em reconhecimento ao conjunto do seu trabalho.

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