
Cerca de cinco pacientes, beneficiários do plano de saúde Hapvida, ficaram cegos após passarem por cirurgias de tratamento contra catarata. Uma das vítimas, uma idosa identificada como Helena, revelou que precisou desembolsar o valor de R$1.600 por mês, para custear o plano de saúde.
Os pacientes foram recomendados a realizar o procedimento após avaliação médica. Ainda não se sabe o que causou a cegueira nos pacientes, mas a suspeita é de que um colírio usado antes do procedimento tenha sido a principal causa das fatalidades.
A idosa relatou que no dia da sua cirurgia, em setembro de 2022, um primeiro paciente, que foi submetido ao procedimento antes dela, sentiu fortes dores e até desmaiou após a aplicação do colírio. Mesmo com as reações, o médico deu seguimento ao procedimento. O paciente saiu da cirurgia já sem enxergar, e pouco tempo depois, acabou perdendo o olho operado.
A Hapvida orientou os pacientes que realizassem um transplante custeado por eles, na condição que aceitassem assinar um documento que isentava o plano de saúde de qualquer problema que ocorresse após o transplante.
Dos cinco pacientes que ficaram cegos e fizeram transplante, três não conseguiram voltar a enxergar e dois vêem apenas vultos. Um deles perdeu o olho.
Os casos estão sendo investigados pela Justiça, e até o momento, o plano de saúde não se pronunciou sobre as acusações.
