
Os motociclistas e entregadores por aplicativo de Salvador promovem uma paralisação geral nesta terça-feira (1º). Batizada como Breque Nacional dos Apps, a iniciativa é realizada por trabalhadores de todo o Brasil e tem como objetivo reivindicar direitos e melhorias para a categoria.
De acordo com informações confirmadas ao MASSA! por José Souza, o Diretor do segmento moto da Associação dos Motoristas e Motociclistas por Aplicativo da Bahia (AMABA), os motoboys foram convocados a não realizar corridas e entregas por aplicativo ao longo do dia como forma de manifestar a insatisfação perante o atual formato de trabalho oferecido pelas grandes empresas, como iFood, 99, Uber e outras.
Ainda segundo José Sousa, a meta é que a pressão da paralisação consiga criar um cenário favorável para a aplicação dos itens solicitados, já que os diálogos da categoria com as empresas não conseguiu atender às demandas da maneira esperada.
O diretor do segmento moto da AMABA também afirmou que os motociclistas e estabelecimentos comerciais foram informados com antecedência, para permitir a organização financeira de todos e impedir o desperdício de mercadoria e, consequentemente, o prejuízo dos empreendedores.
Pedidos e reivindicações da categoria
Os principais pedidos dos motociclistas por aplicativo são a implementação de uma taxa mínima de R$ 10 por viagem de até 4 km, com o acréscimo de R$ 2,50 por cada km excedente, além de alterações em alguns recursos das plataformas, como o ‘+ Entregas’ e o ‘Semana Turbinada’, que na visão deles são desvantajosos e exploratórios.
Os critérios para bloqueios de contas também é questionado pelos trabalhadores, que pedem maior transparência e regras justas sobre a suspensão de perfis dos aplicativos.
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🏍️ Confira as reivindicações:
➡️ Estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 em corridas curtas de até 4 km;
➡️ Pagamento de R$ 2,50 por km extra rodado;
➡️ Fim de modalidades desvantajosas, como o programa + Entregas e Semana Turbinada;
➡️Maior transparência diante do bloqueio de contas nas plataformas.
Motoboys querem que as propostas cheguem ao Governo Federal
Nesta semana, algumas questões relacionadas à regulamentação do trabalho por aplicativo serão discutidas pelas autoridades. Caso sejam aprovadas previamente pela Câmara dos Deputados, duas Medidas Provisórias (MP) serão votadas pelo Plenário, conforme divulgado pela Agência Senado: a MP 1.360/2026 e a MP 1.366/2026.
Enquanto a MP 1.360/2026 pode retirar a obrigatoriedade de autorização emitida pelos órgãos executivos de trânsito para os mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete, além de dispensar o registro do veículo na categoria aluguel e a inspeção semanal dos equipamentos de segurança, a MP 1.366/2026 aborda as regras da linha de financiamento destinada à categoria e pode incluir taxistas e motoristas por transporte escolar, e prevê o financiamento de seguros, adaptações para pessoas com deficiência e custos extras.
Os mototaxistas e motoboys por aplicativo querem aproveitar o momento para pedir que uma nova medida provisória seja criada para a criação da taxa fixa,chamada popularmente de MP da Taxa Mínima. Eles também temem que a obrigatoriedade de curso, idade mínima, placa vermelha seja mantida para São Paulo e, posteriormente, para outros estados do país.

Manifestação sem violência
A indicação dos organizadores da paralisação é de que os profissionais permaneçam fora dos aplicativos de corrida e entrega ao longo de toda esta terça-feira. Eles também pedem que a manifestação não gere violência contra as pessoas que não aderirem ao movimento. O ideal é promover conscientização a partir do diálogo.
Em Salvador, vídeos de motoboys parados em pontos que costumavam ter muitas entregas começaram a viralizar nas redes sociais, como shoppings, estabelecimentos do ramo alimentar e mais. Confira:

