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Sinal Seguro - 18/04/2026, 20:20 - Jaísa de Almeida

Botão de socorro em quartos de hotel pode virar regra em Salvador

Texto em análise prevê comunicação imediata com a recepção em casos de risco

Programa prevê acionamento emergencial silencioso nos quartos
Programa prevê acionamento emergencial silencioso nos quartos |  Foto: Ilustrativa/Reprodução/Freepik

Quem se hospeda em hotel ou pousada em Salvador pode passar a contar com um reforço na segurança dentro do próprio quarto. Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal propõe a criação de um botão de socorro silencioso nos meios de hospedagem da cidade, com foco no enfrentamento da violência contra a mulher.

A iniciativa, apresentada pelo vereador Ricardo Almeida (DC), institui o Programa Sinal Seguro. A proposta prevê que pessoas em situação de risco possam acionar ajuda de forma discreta, sem chamar a atenção de possíveis agressores.

Pelo texto, hotéis, pousadas, apart-hotéis e empreendimentos similares deverão disponibilizar um mecanismo de acionamento emergencial dentro dos quartos. Esse dispositivo pode ser físico ou digital, desde que possibilite contato imediato com a recepção ou responsável pelo local — além de identificar de onde partiu o chamado.

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O sistema deverá funcionar de maneira silenciosa, estar em local de fácil acesso e ter uso intuitivo. Além do botão, o projeto determina a criação de protocolos internos para atendimento emergencial.

Entre as medidas previstas estão:

  • Verificação imediata da ocorrência;
  • Adoção de medidas de proteção à vítima;
  • Acionamento das autoridades, quando necessário.

Os estabelecimentos também deverão informar, de forma clara e discreta, a existência do mecanismo nos quartos.

Como deve funcionar o programa

Caso a proposta avance, caberá ao Executivo municipal regulamentar o programa, definindo:

  • Diretrizes técnicas do sistema;
  • Capacitação dos profissionais;
  • Fiscalização das regras;
  • Integração com órgãos de segurança pública e redes de proteção à mulher.

Após a regulamentação, os empreendimentos terão prazo de até 180 dias para se adequar a medida. O projeto segue agora para análise nas comissões da Câmara Municipal de Salvador antes de ser votado em plenário.

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